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Imprimir um coração no espaço é importante?

Pensar em uma fábrica espacial com aparelhos biotecnológicos fabricando dezenas ou centenas de corações humanos na órbita terrestre parece um devaneio extraído do próximo blockbuster de Hollywood. Por mais improvável que pareça, entretanto, esse vislumbre futurista pode estar mais perto de se tornar realidade.
Uma empresa sediada na pequena cidade de Greenville, Indiana, nos Estados Unidos, está prestes a lançar para a Estação Espacial Internacional (ISS) seu primeiro protótipo de uma impressora 3D cujo objetivo é justamente testar e aprimorar as tecnologias necessárias para manufaturar tecidos cardíacos em um complexo científico orbital. Batizado de BioFabrication Facility (BFF), o dispositivo desenvolvido pela Techshot em parceria com a Nasa deve ser lançado em julho a bordo de uma cápsula da SpaceX.
Mas você deve estar se perguntando: por que seria mais vantajoso cultivar corações em uma estação orbital e não aqui na Terra? O principal motivo é que a produção artificial desses delicados tecidos biológicos acaba não resistindo à implacável gravidade terrestre. Esforços para produzir órgãos complexos em laboratório têm avançado bastante nos últimos anos. Porém, os tecidos artificiais sucumbem diante do próprio peso se não estiverem estabilizados por um aparato que sustenta as estruturas como se fosse um andaime. A Techshot está convicta de que a fabricação de órgãos vitais é mais eficiente no espaço do que na superfície terrestre. “Imprimir com uma biotinta dessas na Terra resultaria apenas em uma massa disforme”, afirma Rich Boling, vice-presidente de avanço corporativo da Techshot.
Apesar de ser um primeiro passo, ainda há uma longa jornada entre o lançamento do primeiro protótipo do BFF para a estação espacial e a produção de órgãos no espaço.
A Techshot estima que a tecnologia estará madura o bastante em 2025, mas acredita-se que outros dez anos serão necessários para que o processo seja regulamentado. O grande trunfo do conceito é que os órgãos seriam fabricados com as células- -tronco do próprio paciente à espera do transplante, o que ehminaria as chances de rejeição. “Acreditamos que tecidos manufaturados no espaço serão mais baratos do que transplantes de doadores”, diz Bolling.
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