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Luz e som para detectar células tumorais

Um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu um sistema não invasivo que usa laser e ultrassom para, através da pele, detectar células de melanoma no interior de vasos sanguíneos. Nos testes iniciais, o aparelho também destruiu as células em circulação desse tipo de câncer, o mais agressivo dos tumores de pele -células que se desprendem do tumor e viajam no sangue podem espalhar o câncer. Criado pela equipe de VladimirZharov, da Universidade do Arkansas para Ciências Médicas, nos Estados Unidos, o equipamento recebeu o nome de Cytophone, por detectar as células por meio de ondas acústicas. Colocado sobre o antebraço, ele emite pulsos de laser que atravessam a pele e penetram nos vasos sanguíneos. A luz é absorvida pela melanina, pigmento abundante nas células de melanoma. Aquecida pelo laser, a melanina vibra e emite ondas acústicas em ultrassom, captadas por um detector. Em um teste com 47 pessoas, o aparelho foi mil vezes mais sensível do que os métodos comerciais de detecção, que exigem a análise de sangue. O Cytophone identificou células de melanoma em 27 das 28 pessoas com esse câncer de pele. Com o aumento da potência do laser, as células tumorais aparentemente foram destruídas (Science Translational Medicine,
12 de junho). A equipe de Zharov patenteou o Cytophone e criou uma empresa para aprimorá-lo para monitorar o ressurgimento do câncer. Isso, porém, está distante. "Terão de mostrar que conseguem encontrar células tumorais em circulação em pacientes com câncer em estágio inicial testando um número maior de pessoas", disse o oncologista Antony Lucci, do MD Anderson Câncer Center, no Texas, à revista Science.
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