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Inovação e telemedicina pautam o setor de Saúde no pós-pandemia

Inovação é a palavra da vez no setor de Saúde, desde que a pandemia do novo coranavírus se instalou no mundo e colocou à prova os sistemas médicos de todos os países. No Brasil, isso não foi diferente. Porém, aqui, a pandemia colocou em pauta outros aspectos que inibem a criação e desenvolvimento de projetos de inovação.


A falta de estímulos à indústria nacional, os baixos investimentos em inovação, a dependência da importação de suprimentos e um ambiente regulatório desfavorável são fatores que inibem o desenvolvimento da indústria de dispositivos médicos. “A Saúde entrou na agenda da sociedade por urgência e necessidade e mostrou a importância do assunto para todos nós. É um grande momento de incorporarmos as novas tecnologias que se apresentam e evoluirmos como um player importante no mercado internacional”, afirma Fernando Silveira Filho, presidente da ABIMED.


Nesse cenário, as tecnologias 4.0 ganharam destaque, principalmente por conta do sucesso da Telemedicina. Autorizada em caráter de emergência, por conta do isolamento, a Telemedicina se mostrou eficaz e fez com que médicos tivessem de se preparar para o uso de novas plataformas e tecnologias. 


“O fato é que a Telemedicina ganhou uma enorme relevância entre a população. A aceitação está sendo muito boa, os profissionais de saúde se adaptaram rapidamente e a solução se mostrou uma excelente forma de reduzir o gap de atenção primária”, explica Silveira. 


Inteligência artificial, robótica, IoT, Big Data e 5G são outros exemplos de tecnologias 4.0 que tiveram a sua disseminação acelerada no mercado brasileiro por conta do isolamento. Nesse contexto, as startups chegam com fôlego e criatividade para inovar e desenvolver soluções, acelerando processos que muitas vezes podem ser morosos dentro de grandes corporações.


“Temos que ficar atentos a esses movimentos e aproveitar as oportunidades que estão se criando. Os benefícios das tecnologias 4.0 são muitos e quem não acompanhar essa evolução não conseguirá se posicionar no mercado pós-pandemia”, finaliza o presidente da ABIMED.



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