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Mulheres em Foco: Thainá Bertozzi Felisbino

O Mulheres em Foco inicia uma série de bate-papos com profissionais femininas que se destacam no setor da indústria da Saúde. É a primeira iniciativa de muitas que pretendem mostrar o profissionalismo e a dedicação de mulheres que contribuem, nos mais diferentes cargos, com o sucesso do ecossistema. Abrimos a série com  a Tax Leader da GE Healthcare e Membro do Comitê Tributário da Abimed, Thainá Bertozzi Felisbino, pós-graduada em Direito Tributário e Planejamento pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

1) Conte um pouco sua trajetória até chegar ao Comitê Tributário da  ABIMED

Tenho uma forma de trabalho de sempre verificar oportunidades e riscos que impactam eventualmente a nossa operação ou balanço. Neste ínterim, fiz parte de vários grupos de discussões e a ABIMED era um destes grupos em que a GE foi muito atuante, principalmente pelo forte trabalho da Associação junto ao governo.

Comecei a participar das reuniões na ABIMED com interesse em abranger mais as possibilidades e também discutir com  os integrantes sobre quais seriam os impactos que mais afetam todas as empresas como um todo. Acabei me tornando coordenadora do grupo tributário por certo tempo e buscamos como um grupo levar para a ABIMED todos os pleitos para que a Associação pudesse atuar junto aos órgão governamentais.

 

2) Quais foram os principais desafios enfrentados nessa jornada?

Foram atinentes a conseguir convergir os objetivos da empresa privada com a situação econômica do setor público. Atualmente há um apetite em arrecadar por parte da Administração Pública, bem como uma fase de revogação dos benefícios fiscais, isto nos deixa em uma situação bem delicada quando falamos de mercado. No final das contas, precisamos fazer um trabalho de aproximação junto aos órgãos governamentais para que encontremos um equilíbrio, garantindo que a sociedade não seja impactada.

 

3) Com você avalia a participação feminina na sua área e no setor?

É importante tocar neste tema. Ainda que se negue o fato de haver uma desigualdade entre homens e mulheres, as pesquisas realizadas nas empresas mostram o contrário. Nos últimos anos, do lados das empresas, vemos uma preocupação em mudar tal situação. Entender a diversidade e a representatividade é essencial. Na empresa que trabalho existe uma iniciativa de igualar o número de cargos entre mulheres e homens visando minimizar ao máximo as diferenças existentes.

Em paralelo, entendo que a mulher também pode desempenhar um papel mais atuante buscando se colocar em evidência participando cada vez mais dos grupos de discussões.

 

4) Acredita que, em pleno 2021, o preconceito continua forte?

Entendo que sim. Já vemos uma melhora visto que muitas empresas atuam fortemente para diminuir ao máximo as desigualdades internas porém, estou certa de que ainda há um caminho para ser percorrido. Ainda acontecem situações preconceituosas nos dias atuais. Subliminarmente percebemos que alguns homens não dão crédito à fala feminina desconsiderando-a ou reafirmando com outras palavras o que já foi dito por uma mulher.

 

5)  Falando deste ano, como você imagina que será para o seu setor?

Será bem desafiador. É inevitável o efeito Covid. A pandemia está durando mais do que o esperado e afeta muito a economia tanto para os entes estatais como para o setor empresarial.  Vemos que, para o nosso setor, está cada vez mais difícil conseguir uma boa margem após a revogação de benefícios. Não vemos uma tendência do Governo em ajudar ou compensar qualquer efeito. Vamos ter que analisar com cuidado as nossas operações para não perdermos o mercado.

 

6) O que você aconselha para outras mulheres que queiram seguir nesta área?

Meu conselho é que não desistam de terem um papel importante na sua empresa. Sejam atuantes e não deixem que as adversidades ou qualquer preconceito as coloquem para baixo. Ter autoconfiança é essencial para transmitir segurança no seu discurso ou ponderações. 


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