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Março: Foco na Saúde da Mulher

No mês em que se comemora também o Dia Internacional da Mulher, a ABIMED, que defende o acesso às tecnologias para salvar e melhorar a qualidade de vida das pessoas, abre espaço para a saúde feminina. Em sintonia com as campanhas de conscientização sobre endometriose (Março Amarelo) e combate ao câncer de colo uterino (Março Lilás), são abordadas aqui informações gerais sobre as duas doenças que atingem mulheres em todo o mundo, bem como o auxílio para diagnóstico e tratamento.
A tecnologia tem sido uma grande aliada no combate a essas duas doenças. A cirurgia robótica, por exemplo, é uma importante alternativa à laparoscopia convencional e tem tido um papel significativo no tratamento das doenças ginecológicas benignas que, algumas vezes, podem comprometer a capacidade reprodutiva da mulher.  Para o câncer de colo de útero, a tecnologia incluiu, atualmente, novas estratégias de rastreamento utilizando testes moleculares e outros métodos como adjuvantes à citologia e ao desenvolvimento de vacinas profiláticas e terapêuticas.
A endometriose é um distúrbio em que o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora deste órgão, podendo estar presente nos ovários, nas tubas uterinas e no intestino. Já o câncer de colo do útero é um tumor maligno, geralmente relacionado com o HPV (papilomavírus humano) e alocado na parte mais inferior do útero. Vale ressaltar que a endometriose não é uma das causas deste tipo de câncer.
Mesmo sem cura definitiva, há vários tratamentos para a endometriose, como o uso de medicamentos e anti-inflamatórios não esteroides para aliviar a dor e para suprimir a atividade dos ovários. Também são indicados procedimentos para remoção do tecido endometrial e, às vezes, cirurgia para remoção do útero e/ou útero e os ovários. Nestes casos, com relação à cirurgia robótica, os robôs oferecem uma visão mais precisa e detalhada da região a ser operada, possibilitando melhor recuperação da paciente e menor tempo de hospitalização. Esta tecnologia, porém, não é recomendada em casos avançados da endometriose, quando já estiver instalada profundamente na região do intestino ou bexiga, por exemplo.
No caso do câncer do colo do útero, que atinge atualmente cerca de 530 mil mulheres por ano em todo o mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quando diagnosticado em estágio inicial (restrito somente ao colo do útero), tem chance de cura em até 95% dos casos.
Curiosamente, trata-se de uma das formas mais evitáveis de câncer e pode ser prevenido pela vacina de HPV, pelo uso de preservativos nas relações sexuais e pela realização do exame de Papanicolau regularmente. Todos estes cuidados podem colaborar na identificação e prevenção. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais são as alternativas de cura.


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