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Mulheres em Foco: A atuação feminina no setor da saúde

“Nasci para ajudar. Realizo-me no outro e acho divina essa função”. Assim a enfermeira Adriana Macedo, de 43 anos, 18 deles dedicados à profissão, define sua vida. Ela é uma das milhares de profissionais de enfermagem que estão atuando na linha de frente em todo o país no combate à COVID-19 e mais um exemplo da excelência de atuação feminina no setor da saúde.

Após formação como técnica de enfermagem em 2008 pelo Hospital Sírio-Libanês, graduou-se na Faculdade São Paulo em 2015. Adriana ainda fez especialização em Saúde Pública pela Unifesp em 2017 e trabalha no Hospital São Paulo desde 2013.

Adriana tem acompanhando de perto toda a dificuldade que o sistema de saúde brasileiro tem enfrentado durante a pandemia e não se dedica a cuidar apenas da saúde física das pessoas: desde 2017, com a inclusão pelo Ministério da Saúde das práticas integrativas, apresentou um projeto para sessões de Reiki, primeiro para pacientes do Pronto Socorro e depois para colegas de trabalho. Esta atuação fez com que Adriana extraísse o melhor de duas grandes aliadas da saúde: a tecnologia médica e a prática humanizada.

1. Como surgiu o interesse pela enfermagem?

Adriana: Sempre cuidei de pessoas. Nunca saí desta área, tendo começado em 2017 como cuidadora. Meu primeiro objetivo foi ser missionária e trabalhar na África, mas percebi que podia fazer o mesmo por aqui. Fiz o curso de técnica e depois de enfermagem, ingressando via concurso na equipe de enfermagem do Hospital São Paulo.

2. Como foi enfrentar uma doença nova e de tamanha proporção?

Adriana: Trabalhar dentro de um hospital já é algo delicado. Estar num momento deste de pandemia foi ainda mais difícil. Ano passado foi muito duro para todos – pessoal de limpeza, técnicos, enfermeiros, médicos, pessoal do administrativo – tínhamos medo de nos contaminarmos e levar a doença para os familiares. Agora, com a vacinação, as coisas começam a ficar mais tranquilas, mas o cuidado com a higienização segue sendo muito importante.

3. Como você reagiu aos primeiros casos de Covi-19 que atendeu?

Adriana: Foi muito desafiador, pois cuidávamos de uma doença que não sabíamos como reagir. Isso, naturalmente, gerou pânico. Em toda minha vida, nunca tinha visto uma situação como essa. Percebemos que precisávamos nos unir e seguir com todos os cuidados redobrados. Felizmente estamos conseguindo manter um bom atendimento.

4. Como surgiu a ideia das práticas integrativas?

Adriana: Foi em 2017, quando houve a inclusão das práticas pelo Ministério da Saúde. Uma delas foi o Reiki e vi que precisava dessa energia mais sutil. Após vários cursos, comecei a tratar um paciente no Pronto Socorro e pude constatar sua melhora. Em 2018 apresentei um projeto para meu chefe de enfermagem e deu certo. Hoje temos 250 terapeutas cadastrados no país para 45 práticas e mais de 12 mil atendimentos.


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