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ABIMED participa do Open House C4IR debatendo governança de dados

Durante três dias, o Centro para a Quarta Revolução Industrial – C4IR Brasil realizou encontros com profissionais de vários segmentos para debater suas plataformas de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, de IoT e Transformação Urbana e de Política de Dados. Única representante do setor de medical devices no C4IR Brasil, a ABIMED participou do C4IR Open House no painel “Inovação na Saúde: os desafios na governança de dados”, que fechou o evento no dia 24 de junho.

O vice-presidente do Comitê Executivo do C4IR Brasil e presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho foi o moderador do painel, que reuniu o Diretor de Acesso e Saúde Urbana da Fundação Novartis, Johannes Boch; a Especialista em Projetos e Compromisso Social do Hospital Sírio Libanês, Beatriz de Faria Leão; e o Coordenador Geral do Projeto e-Saúde da Prefeitura de São Paulo, Marcelo Takano.

Para Fernando, o evento foi muito importante e deixou claro que ainda há um longo caminho a percorrer para cobrir todos os aspectos desse desafio que existe em tecnologias no que diz respeito à gestão de dados, especificamente na saúde. “Nosso setor é muito complexo, com muitos agentes conectados na atenção primária aos pacientes. Este debate foi o embrião de muitos que ainda precisarão ser feitos”, afirmou.

Johannes Boch destacou que o fundamental é um melhor processo educativo para otimizar e empoderar os diversos agentes que atendem os pacientes. “Isso resultará em uma coleta de dados mais qualificada. Sem falar que permitirá identificar quais são os dados essenciais a serem coletados e ampliar esse compartilhamento, criando uma responsabilidade de melhor entendimento sobre o motivo dessa coleta,  seus benefícios e como informar as decisões”, declarou.

Para Beatriz de Faria Leão, os principais desafios para a governança de dados é como alinhar todos os elos. “O aprendizado que tivemos com a comunidade europeia mostrou a necessidade de um trabalho alinhado, com grupos intersetoriais que devem convergir.  Temos várias inciativas, mas estas não são articuladas. Adotar padrões é vital, assim como determinar como vamos trabalhar com eles”, ressaltou.

Marcelo Takano, por sua vez,  destacou a importância de trazer a confiança para o paciente de que seus dados serão protegidos. “Dados estratégicos podem gerar um pilar de atendimento e formar uma base única, com ações que possam ser registradas e compartilhadas com todos os cuidados necessários para a proteção dos mesmos. Essa segurança precisa ser repassada a toda a cadeia”, apontou.

Acompanhe a íntegra do painel no canal do YouTube da ABIMED pelo link https://bit.ly/3q1WtTz.



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