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A globalização e o futuro da saúde

A pandemia de Covid-19 nos trouxe algumas lições importantes sobre a necessidade de compartilhar experiências e atuar em união para lidar com novas crises sanitárias.

 

No contexto do mundo globalizado, sobretudo marcado pela transformação digital e pelas novas dinâmicas das relações comerciais, vem ocorrendo mudanças diversos aspectos relacionados à saúde. Sobressai nessa questão, a recente pandemia de Covid-19, chamando a atenção para a urgência de soluções mais eficientes para possíveis crises sanitárias no futuro. Nos últimos dois anos,  os esforços empenhados por diversos organismos de pesquisa em saúde, que atuaram unidos, foram fundamentais para proporcionar transformações na área de pesquisa e de tecnologia, na busca de meios para deter a pandemia. A expectativa é que, cada vez mais, aumente a relevância dessas relações multilaterais da ciência em geral, e na área de saúde em particular, para o benefício de todos.

 

Pensar no enfrentamento de pandemias implica no fortalecimento da capacidade de atenção e resposta do sistema de saúde em cada país. Porém, por mais que tais sistemas sejam aperfeiçoados, se não houver mecanismos de financiamento sustentável no longo prazo, as ações de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais estarão sempre sujeitas à disponibilidade dos recursos. E foi exatamente a pandemia de Covid-19 que expôs as deficiências de cada nação quanto à capacidade de enfrentamento a doenças. Algumas medidas adotadas durante a crise revelaram o que funciona e o que pode ser melhorado no futuro.


1. Hospitais de campanha: os postos de emergência para atender a um crescimento repentino de pacientes já são uma prática bastante conhecida há décadas. Sua funcionalidade mais uma vez foi comprovada. A experiência recente nos mostra que, no futuro, graças aos desenvolvimentos tecnológicos, esses hospitais podem ser implementados com maior eficiência, rapidez e menor custo, com o objetivo de atingir melhores resultados.


2. Protocolos sistematizados: no caso de uma crise de tais proporções, ficou comprada a necessidade de adotar protocolos sistematizados em escala mundial.


3. Insumos: ações coordenadas devem incluir ainda um controle mais efetivo sobre a produção dos insumos necessários para o atendimento em saúde para que ocorra a diminuição da vulnerabilidade dos sistemas nacionais/locais. Sobretudo, as nações mais ricas dever estar atentas às demandas de países economicamente mais necessitados.


4. Compartilhamento: uma estratégia global de saúde implica que estejamos capacitados, também de maneira global, a partilhar de soluções tecnológicas e de insumos, para evitar, por exemplo, a falta de equipamentos de proteção.


5. Solidariedade: a pandemia evidenciou o desequilíbrio econômico no que se refere ao controle e combate ao coronavírus, mas nos mostrou que é cada vez mais urgente estruturar um sistema de saúde global solidário, justo e equitativo, visando o bem-estar coletivo a partir de uma perspectiva ética.


6. Pesquisa: por último, e provavelmente o mais importante, a cooperação entre as nações foi fundamental para o rápido desenvolvimento das vacinas, que evitaram a morte de milhões de pessoas e estão permitindo reduzir a curva de contágio em escala mundial. 


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