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Mulheres em Foco | Ivani Campagnari

Bióloga por formação, com MBA pela Business School de São Paulo, Ivani Campagnari é CEO e uma das proprietárias da Sisnacmed, empresa que atua no segmento hospitalar há 32 anos, oferecendo soluções e tecnologias inovadoras, produtos médicos e hospitalares. Nesta entrevista, ela revela como foi o início da empresa e sua expansão no mercado. Também fala sobre os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19 e os diferenciais da gestão que fazem com que a Sisnacmed se mantenha sempre atualizada em termos tecnológicos e de governança. 1. Me fale sobre sua trajetória profissional. Você já atuava no setor de equipamentos e serviços para a saúde antes da Sisnacmed?Na verdade, eu trabalhava no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o Senai, mas, devido a uma emergência familiar, assumi a direção da gráfica do meu sogro. Meu marido é médico, então eu fiquei com esta responsabilidade e costumo dizer que foi o meu “MBA na prática”, porque, de repente, eu tinha uma indústria para administrar.2. Qual é hoje a estrutura da Sisnacmed?A Sisnacmed foi fundada há 32 anos e, ao longo desse tempo, foram criadas anovas “células” que, hoje, formam um grupo de empresas. Temos 93 colaboradores, sendo 53 deles na equipe interna e os demais divididos entre distribuidores e representantes externos. Estamos presentes em todo o Brasil e agora também exportamos para países da América Latina, Turquia, Espanha e Portugal.3. Por que você decidiu entrar para este segmento?O meu marido é médico, aliás a família toda segue a profissão. Ocorre que ele sempre passava um mês por ano trabalhando e participando de congressos nos Estados Unidos. Quando retornava sentia falta de equipamentos e dispositivos que não existiam aqui no país. Não só ele, mas também seus colegas, de outras especialidades médicas. Então, eu decidi abrir uma empresa para fazer a importação desses produtos que faltavam. Começamos a trabalhar com medicamentos, depois agregamos insumos e, mais tarde, equipamentos. Fomos pioneiros na oferta de dose unitária, algo que ninguém tinha ouvido falar por aqui. No começo, eu formava grupos de 20 farmacêuticos para levar aos Estados Unidos, a fim de que eles pudessem c

Nova norma da Anvisa define critérios para SaMD

Em 14 de julho foi realizada mais uma edição do Saber ABIMED, abordando o tema “Adequação e complementação à nova RDC 657/2022 da Anvisa – regularização de software como dispositivo médico”. A apresentação foi conduzida pelo advogado Benny Spiewak, da SPLaw, escritório especializado em direito empresarial, com foco no setor de saúde e life sciences.

A RDC 657/2022, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entrou em vigor em 1º de julho e dispõe sobre a regularização de Software como Dispositivo Médico (Software as a Medical Device - SaMD). “A nova norma aborda, do ponto de vista prático e de rotulagem, como estabelecer as condições de uso, critérios de segurança e eficácia de tudo aquilo que é considerado SaMD”, explicou Spiewak.

Segundo ele, antes da RDC 657 não havia critérios de regulação desses dispositivos muito bem defini

A importância dos profissionais de saúde contra a desinformação

As fake news estão por toda parte, inclusive no universo da saúde. A pandemia de Covid-19 expôs em nível global as dimensões da desinformação: surgiram boatos de que o vírus Sars-Cov-2 seria uma arma biológica criada artificialmente, que as vacinas trariam malefícios aos seres humanos e uma série de medicamentos foram indicados, sem comprovação científica, para combater a doença. A pandemia foi controlada com medidas de distanciamento social e vacina, mas a herança da desinformação persiste, junto com os seus perigos. A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou os perigos da desinformação em relação à pandemia. “As teorias da conspiração causam danos reais às pessoas, à sua saúde e à sua segurança física. Elas amplificam e legitimam as ideias equivocadas sobre a pandemia e reforçam os estereótipos que podem alimentar a violência e as ideologias extremistas violentas”, disse.

Nesse cenário, os profissionais de saúde são fundamentais. É tarefa de médicos, enfermeiros e especialistas orientar pacientes e o público em geral sobre doenças e tratamentos cientificamente comprovados, além de esclarecer boatos e desinformações. E isso pode ser feito em diversas frentes, tanto no atendimento ambulatorial e em consultórios quanto publicamente, por meio das redes digitais. Para isso, é preciso ter conhecimento sobre as maneiras como as fakes news nascem e se espalham.

Conhecendo a dinâmica da desinformação

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Melhora nas políticas de saneamento podem reduzir os problemas de saúde

Novo Marco Legal do Saneamento Básico completou dois anos, mas poucos foram os avanços até agora

Dados do Atlas do Saneamento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a falta de saneamento básico no Brasil foi responsável pela morte de pelo menos 135 mil pessoas entre 2008 e 2019. Esses óbitos são uma consequência das Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI).

No período, foram registrados mais de 11 milhões de casos de DRSAI no Brasil, com quase 5 milhões de internações no Sistema Único de Saúde (SUS). As principais causas de morte, com cerca de 82% do total, são Doença de Chagas, diarreias e disenteria. Também existe alta incidência de Dengue, zika e chikungunya como causa das mortes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste; de leishmanioses na Região Norte; de esquistossomose na Região Nordeste e a leptospirose na Região Sul.

O Atlas do IBGE aponta que houve avanços no número de municípios cobertos por esses serviços em todas as

Sistema de saúde sustentável: o que é e como alcançar

A saúde brasileira vive um impasse financeiro, tanto na esfera pública quanto na particular. Entre os preços pagos direta ou indiretamente pela população, a remuneração dos profissionais e os recursos aplicados em infraestrutura, serviços e materiais, muitas vezes a conta não fecha. O conceito de sistema de saúde sustentável surge como solução para esse caso – um objetivo ao qual diversos agentes dedicam-se em todo o mundo, pois o Brasil não é o único país a enfrentar desafios na área.

O que significa ser sustentável?

O médico norte-americano Harvey Fineberg é uma das pessoas que se dedicam a investigar os caminhos da sustentabilidade nos sistemas de saúde. Em artigo publicado no jornal The New England Journal of Medicine, ele estabeleceu alguns critérios que definem um sistema sustentável. Os principais critérios a serem atendidos são três:

1) a existência de pessoas efetivamente saudáveis;

2) um cuidado superior, seguro, centrado no paciente e eficiente;

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