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Estratégias de ESG na saúde

Publicado em 31/10/2022 • Notícias

Como as organizações podem incorporar as prioridades ESG?

 

 O ESG, sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança (Environmental, Social and Governance, no idioma original), é atualmente sinônimo de sustentabilidade nas organizações. Os parâmetros de ESG para mensurar o impacto de empresas nas esferas ambiental, social e de governança foram adotados em diversos mercados ao redor do mundo. E o setor de saúde não fica de fora.

Clínicas, hospitais, indústrias farmacêuticas e de equipamentos, entre outras, aplicam de formas diferentes os preceitos de ESG, segundo suas áreas de atuação, uso de insumos, descarte de materiais e interfaces, tanto com outros segmentos quanto com as demais áreas da saúde. De modo geral, no entanto, como cada item do ESG pode ser abordado por empresas do segmento?

 

 Ambiental – O aspecto ambiental é um dos mais observados quando o assunto é a aplicação de diretrizes ESG na saúde. Trata-se de um conhecimento já sedimentado no setor, pois há muito é sabido, por exemplo, que o descarte inadequado de resíduos de estabelecimentos e serviços de saúde provocam contaminação do solo, do ar, de pessoas e outras formas de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o lixo hospitalar descartado de forma errada é responsável por 116 milhões dos casos de hepatite e 900 mil casos de HIV em todo o mundo a cada ano.  Além da questão relativa a materiais utilizados, há outros meios pelos quais uma empresa de saúde pode buscar a sustentabilidade ambiental. Entre elas, figuram o estabelecimento de programas para baixar ou zerar emissões de carbono, a escolha por fornecedores e parceiros de negócios que também atuem de forma a minimizar impactos ambientais, uso de energia limpa e o uso consciente da água.

 

Social – A ênfase social em empresas de saúde passa pelo cuidado e valorização de seus recursos humanos. Políticas de trabalho internas humanizadas e ações afirmativas colaboram para a formação de quadros diversos e cuja relação com a empresa e seus clientes seja positiva. A promoção da saúde mental também é um dos fatores em que as empresas de saúde devem investir internamente: uma vez que lidam com questões delicadas, muitos colaboradores precisam de atenção especial a fim de não desenvolverem transtornos como ansiedade e depressão. A sustentabilidade social também é alcançada olhando para fora. Investimentos em causas e instituições sociais, parcerias e incentivo ao voluntariado e a busca por parceiros comerciais que trabalhem com cadeias justas de comércio também impactam positivamente uma empresa, inclusive no setor de saúde. O foco no paciente e na qualidade do serviço também podem ser contabilizadas entre as ações sociais da saúde.

 

Governança – Estabelecer e seguir políticas de governança completam o pacote do ESG. E, de fato, sem governança os próprios esforços nos aspectos social e ambiental podem perder sua força transformadora. A letra G do ESG abarca, por exemplo, o monitoramento e mensuração de ações de responsabilidade social, de programas de diversidade de gênero e raça nas equipes e lideranças. Passa a também pelo estabelecimento e zelo de políticas internas de ética e compliance, e por treinamentos internos para implementar uma cultura corporativa onde o ESG esteja presente no dia a dia.

 

Investimento contínuo, resultados sólidos

Quaisquer que sejam as ações de ESG, o segmento ou o porte da empresa, essas políticas não são implementadas da noite para o dia. É preciso investir tempo e recursos: há custos com análises e consultorias, auditorias independentes e comunicação, tanto interna quanto externa. Além disso, o ESG também exige ajustes constantes e novos arranjos de acordo com a observação dos resultados obtidos.

Os ganhos fazem o trabalho valer a pena. Pesquisas mostram que o público externo e stakeholders tendem a valorizar cada vez mais empresas preocupadas com seu impacto no mundo. Para se ter uma ideia de quais são os efeitos na área da saúde, o estudo “ESG nos Hospitais”, publicado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) em março deste ano, analisou 193 projetos de ESG implementados por suas associadas. Foram R$ 119,6 milhões investidos e R$ 7,6 milhões em redução de gastos. Enquanto isso, R$ 4,2 milhões de pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente pelas ações, e outras 15,5 milhões deverão ser impactadas pelos mesmos programas até 2030.

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