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Fundos apoiam investimentos na área de saúde

Publicado em 30/08/2015 • Notícias

Se para boa parte dos administradores da área da saúde buscar soluções para enfrentar tendências como o envelhecimento da população, custos crescentes nos tratamentos e nos índices de doenças crônicas é um grande desafio, para jovens empreendedores é um celeiro de boas oportunidades. Para se ter uma ideia, apenas a receita global gerada pelos gadgets e aplicativos, que facilitam a rotina dos consumidores grisalhos, é projetada no mundo para mais de US$ 12 bilhões em 2018, um aumento de 121% em relação a 2013, quando o mercado movimentou US$ 5,7 bilhões, segundo estudo da IHS.

Oportunidades, garantem os estudiosos desse mercado, não faltam. Há boas possibilidades de investimento nos segmentos de mobilidade, prevenção de doenças, saúde personalizada e revolução digital dentro de hospitais, clínicas e até nos consultórios médicos.

Hoje, até 75% das prescrições médicas no Brasil têm alguma chance de apresentar erro, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, seja por indicação de medicação descontinuada, seja porque o paciente não entende a letra do médico e não toma o remédio de forma correta ou, ainda, porque o farmacêutico por não ler corretamente vende outro remédio.

Foi justamente para minimizar essa estatística que Ricardo Moraes, em sociedade com outros jovens empresários, criou em 2012 a MeMed. Na prática, uma plataforma médica on-line, gratuita, exclusiva para uso médico, que fornece por vários caminhos de busca, informações completas dos medicamentos, além de uma ferramenta de prescrição da receita, que já sai impressa.

“”Investimos cerca de R$ 100 mil no desenvolvimento da plataforma, que foi acelerada pela 2122, e em cinco anos deverá chegar a todos os médicos do Brasil””, afirma Moraes. “”O nosso objetivo é transformar a prescrição médica em algo totalmente digital, integrando o médico ao farmacêutico.”” Segundo o empresário, os ganhos para a plataforma virão da indústria farmacêutica, que pagará para divulgar seus produtos diretamente para os médicos, sem a figura do representante no consultório.

O modelo de negócio da MeMed chamou a atenção do Redpoint e.ventures, primeiro fundo de venture capital brasileiro patrocinado por empresas do Vale do Silício, que fez um aporte considerável na startup em 2014. “”Nos interessa muito a área da saúde por se tratar de um mercado gigantesco no Brasil, de grande potencial, e por ainda ter muitas oportunidades de mudança com a ajuda da tecnologia””, afirma Manoel Lemos, partner do fundo.

Segundo ele, a escolha da MeMed, assim como de outra startup da área, a Medicinia, deu-se não apenas pela boa tecnologia apresentada, mas também, por já terem o produto validado, clientes ativos e, acima de tudo, um time de altíssima qualidade. “”Eles não só resolveram um problema aparentemente simples, mas de consequências graves, de forma eficiente, como também apresentaram disposição para atuar em um segmento no qual as coisas demoram mais para acontecer por quesitos de regulamentação””, destaca.

Médico de formação e, portanto, ciente da necessidade de cada profissional, seja no consultório, seja no hospital, Bruno Lagoeiro e mais dois sócios, fundaram em 2012, a PEBmed, plataforma especializada na oferta de conteúdo rápido e de qualidade de conduta e diagnóstico médico.

“”A semente nasceu na própria universidade, quando lançamos um aplicativo para os alunos na área de semiologia””, lembra Lagoeiro. “”Embora fossem apenas 60 alunos no curso, registramos mais de mil downloads. Na sequência, vieram mais 20 aplicativos de conduta médica nos segmentos de UTI, emergência e clínica médica””, afirma.

Atualmente, a plataforma conta com 120 mil usuários únicos e 300 mil downloads, entre estudantes, médicos e profissionais de saúde. Acelerada pela 2122 e selecionada pelo programa Startup Brasil, a PEBMed oferece 14 aplicativos pagos, com preços entre US$ 0,99 e US$ 9,99, e seis gratuitos. “”A meta nos próximos dois anos é alcançar 50% dos médicos brasileiros, que hoje somam 430 mil profissionais e 120 mil estudantes de medicina””, diz Lagoeiro.

Ao contrário da MeMed e da PEBmed, que falam com os médicos, a SaúdeControle é uma startup com foco no usuário final, armazenando o histórico médico digital completo dos usuários em plataformas web e mobile. Entre os serviços oferecidos estão tipo sanguíneo, frequência de ida ao médico, exames, busca de informações no paciente em hospitais e laboratórios cadastrados, envio das informações dos usuários para os médicos e empresas de plano de saúde pela própria pessoa ou com a sua autorização. “”Criamos a empresa em 2013, com uma estrutura tecnológica parruda para suportar dados de milhões de pessoas e ser um negócio global””, afirma o presidente Adriano Barcellos.

Em dois anos de operação, a SaúdeControle já soma 19 mil usuários, destes cerca de 20% na faixa acima dos 55 anos. A meta é somar 300 mil vidas até 2016 e atingir um faturamento de R$ 9 milhões por ano, com assinaturas anuais a R$ 60. Em cinco anos, a estimativa é de 6 milhões de usuários. “”São números de encher os olhos, mas possíveis de serem atingidos””, garante Barcellos.

Fonte: Valor Econômico

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