Nosso site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao prosseguir você concorda com nossa política de privacidade.

Governo muda critério para registrar casos

Publicado em 04/12/2015 • Notícias

O Ministério da Saúde vai mudar o critério para definir os casos de microcefalia em recém-nascidos. Segundo a Folha apurou,a medida utilizada para contabilizar as ocorrências,a partir da circunferência da cabeça do bebê, deve passar de menor ou igual a 33 cm para menor ou igual a 32 cm. Com a mudança,que vale apenas para partos não prematuros, o governo espera agilizar a confirmação dos casos. Hoje, a pasta afirma que há 1.248 casos de bebês com microcefalia em investigação em 13 Estados e no DF. O Nordeste concentra 98% dos registros suspeitos.
As situações em que a medida estiver entre 32 cm e 33 cm serão definidas como “intermediárias”. Em todos os casos, porém,os bebês passarão por tomografias que verificam a extensão de possíveis complicações no cérebro.
Também serão feitos testes para verificar se o quadro pode estar associado à infecção de gestantes pelo vírus zika,transmitido pelo mosquito Aedes aegypti —o mesmo da dengue e da chikungunya.
A existência de ligação entre o novo vírus e os casos de má-formação em bebês foi confirmada pelo Ministério da Saúde.
IMPACTO A nova medida em estudo segue padrão da OMS (Organização Mundial da Saúde).Não há estimativa de quantos casos poderão ser descartados com a alteração do critério.
A mudança seguirá norma do Estado de Pernambuco anunciada ontem (3).
“Vimos que são poucos os bebês com 33 cm que têm alteração tomográfica”, diz a secretária de vigilância em saúde, Luciana Albuquerque.
De acordo com ela, de 646 casos notificados no Estado, 211 atendem ao padrão da OMS. Os demais ainda devem passar por investigação, afirma.
Para o obstetra Manoel Sarno, especialista em medicina fetal em Salvador, estabelecer uma medida para a definição de casos de microcefalia pode ser arriscado,pois há casos de bebês com circunferência normal, mas com graves alterações cerebrais.
Também existem situações de bebês com crânios menores em razão de restrições de crescimento, e não da microcefalia.
“A gente não pode generalizar a definição só com a medida do crânio.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Mais notícias e eventos