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Inteligência Artificial na medicina: recursos em potencial e critérios éticos

Publicado em 20/04/2022 • Notícias

Tecnologias de Inteligência Artificial (IA) representam grande potencial para a atenção à saúde. Softwares de prontuário mais eficientes, identificação inteligente de sintomas, uso de banco de dados detalhados e cirurgias executadas com a ajuda de robôs e assistentes virtuais estão entre as ferramentas de aplicação. 

A IA compreende-se tecnologias capazes de aprender conceitos a partir de dados inseridos naquele determinado sistema, que passa a assimilar, agregar, processar e interpretar de maneira coerente e coesa. Assistentes virtuais de grandes empresas são exemplos de aplicações de IA, e diversos segmentos da economia já desenvolvem ferramentas inteligentes para facilitar o dia a dia de funcionários e otimizar processos. 

Na área da saúde não é diferente. Entre as aplicações de IA estão elementos como prontuários inteligentes, softwares para busca de sintomas e robôs e assistentes virtuais que, conectados à base de dados trabalhada pela equipe, podem oferecer auxílio em atendimentos e procedimentos médicos. 

A IA também aparece na pesquisa científica e na formulação de políticas públicas. O uso extensivo e articulado de dados permite que estudiosos e gestores cruzem informações e projetem cenários com grande precisão, algo valioso tanto na busca de novos tratamentos quanto na vigilância de doenças existentes e gestão de sistemas de saúde.

Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma série de critérios éticos quanto ao uso de inteligências artificiais na área médica. O objetivo é garantir que a ética e os direitos humanos sejam colocados no centro do desenho, implantação e uso de tecnologias. Por isso, em junho de 2021 a agência divulgou orientações sobre o tema.

O relatório Ethics and governance of artificial intelligence for health (Ética e governança da inteligência artificial para a saúde, em tradução para o português) foi elaborado após dois anos de consultas com especialistas de todo o mundo, indicados pela OMS.

“Como toda nova tecnologia, a inteligência artificial possui um enorme potencial para melhorar a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo, mas como toda tecnologia, também pode ser mal utilizada e causar danos”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, no evento de divulgação do documento. “Este novo relatório importante fornece um guia valioso para os países sobre como maximizar os benefícios da IA, minimizando seus riscos e evitando suas armadilhas.”

O relatório da OMS afirma que as oportunidades da área estão ligadas a desafios e riscos. Entre eles, estão a coleta e uso antiético de dados de saúde, preconceitos eventualmente codificados em algoritmos e cibersegurança. Em um mundo onde associações de saúde dispõem e usam de dados privados de milhares de pacientes, a segurança e a ética vêm, juntas, em primeiro lugar. 

Para limitar os riscos e maximizar as oportunidades da IA para a saúde, a OMS estabeleceu seis princípios como base para a regulamentação e governança da inteligência artificial. 

São eles a proteção da autonomia humana, com ênfase no controle, privacidade e confidencialidade; promoção do bem-estar, segurança humana e interesse público; garantia de transparência, explicabilidade e inteligibilidade; promoção da responsabilidade e prestação de contas, com aplicação de mecanismos eficazes e disponíveis para questionamento e reparação de indivíduos e grupos que são adversamente afetados por decisões baseadas em algoritmos; garantia de inclusão e equidade, independentemente de idade, sexo, gênero, renda, raça, etnia, orientação sexual, capacidade ou outras características protegidas por códigos de direitos humanos; e  promoção de inteligências artificiais responsivas e sustentáveis. 

Fonte: ABIMED

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