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Médicos recomendam menos mamografias e maior fabricante precisa se ajustar

Publicado em 11/11/2015 • Notícias

Ações da Hologic, maior fabricante de equipamentos mamográficos, caíram após publicação de novas diretrizes que recomendam às mulheres mais cinco anos de espera para fazer o primeiro exame

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Médicos questionaram as atuais recomendações para a realização de mamografias para detectar o câncer e isso esta sendo encarado como um golpe para a Hologic Inc., maior fabricante mundial de equipamentos mamográficos, com sede nos com sede em Bedford, Massachusetts (EUA). As ações da companhia caíram 2,8% na última terça-feira (20), após a American Cancer Society publicar novas diretrizes que recomendam às mulheres esperar até os 45 anos, em vez de 40, para começar a fazer mamografias anualmente. Além disso, a entidade recomenda reduzir o ritmo para um exame a cada dois anos, a partir dos 55 anos de idade. Com informações da Bloomberg.

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As recomendações objetivam equilibrar os benefícios e os riscos com o exame da mamografia. A ideia é evitar testes considerados desnecessários e a detecção de pequenos tumores que levam médicos a realizar cirurgias que talvez não tenham benefício. A Hologic conta com novas máquinas 3D que, segundo a empresa, ajudarão prestadores de assistência médica nos procedimentos. A fabricante, avaliada em US$ 10,6 bilhões, obtém mais de um terço de sua receita anual — US$ 2,7 bilhões — com produtos relacionados à saúde mamária.

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Até agora, a companhia registrou ganhos de vendas que derrubaram as estimativas dos analistas. Mesmo após a queda, as ações da fabricante registram um avanço de 40% em 2015 e passaram à frente do ganho de 1,4% do índice Standard Poor’s 500 Index (S&P 500).

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As novas diretrizes da American Cancer Society estão em acordo com a Força-Tarefa para Serviços Preventivos dos Estados Unidos, que em 2009 pôs em dúvida os benefícios do exame em mulheres com menos de 50 anos. 

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A força-tarefa recomendou que os exames sejam realizados a cada dois anos, a partir dos 50 anos, embora os legisladores tenham se incomodado com as diretrizes. Três anos depois das recomendações, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard identificaram uma queda de 10% das taxas de mamografia entre as mulheres mais jovens e de 6,6% para a faixa etária entre 50 a 64. Outro estudo detectou uma queda da taxa entre as mulheres que têm cobertura do Medicare, o programa de seguro do governo norte americano para idosos.

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Pesquisadores da Mayo Clinic, por sua vez, encontraram evidências de que o exame poderia ter aumentado entre algumas mulheres, pois o debate teria chamado a atenção delas para o exame. As estatísticas da American Cancer Society mostram que o número de mulheres que estão fazendo mamografia estabilizou nos últimos anos, e 66% se submeteram ao teste nos dois últimos anos, em comparação com a taxa de cobertura de 70%, em 2000.

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Steve MacMillan, CEO da Hologic, afirma que a mais nova tecnologia da empresa, o equipamento tridimensional Genius, lançado em 2011, está lidando de frente com a questão da mamografia.

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De acordo com uma pesquisa financiada pela companhia e publicada no ano passado pelo Journal of the American Medical Association, descobriu que as mulheres que se submeteram aos exames 3D foram reconvocadas com uma frequência 15% menor para fazer testes adicionais. Além disso, foram detectados 41% de novos casos de câncer mais invasivos e que precisavam de tratamento agressivo.

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A longo prazo, é improvável que a controvérsia em relação à realização de exames de mamografia tenha um efeito significativo sobre a Hologic e suas concorrentes, como a General Electric Co. e a Siemens AG, conforme Vijay Kumar, analista da Evercore ISI em Nova York. Ele recomenda manter a ação por sua avaliação frente a seus pares. Há cerca de 14 mil instalações que oferecem mamografia espalhadas pelos EUA, e elas vão acabar adotando a tecnologia 3D. disse o analista.

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Diversos grupos, como American College of Radiology, Society of Breast Imaging, American Congress of Obstetricians and Gynecologists e breastcancer.org, continuam recomendando os exames anuais. Mais de 16 milhões de mulheres se submetem à mamografia a cada ano.

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“O consenso é que eles ainda estão nos estágios iniciais para a mamografia 3D”, disse Jonathan Palmer, que cobre fabricantes de equipamentos médicos para a Bloomberg Intelligence em Nova York. “Provavelmente ainda há um bom caminho para esse produto”.

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Fonte: Diagnóstico Web

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