Nosso site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao prosseguir você concorda com nossa política de privacidade.

Saúde suplementar desacelera, diz FenaSaúde

Publicado em 04/01/2016 • Notícias

A instabilidade econômica e o desemprego impactaram o desempenho do mercado de saúde suplementar em 2015, aponta o Boletim da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), divulgado ontem (28).
Segundo o boletim, nos últimos doze meses terminados em setembro de 2015, a receita de contraprestações aumentou 12,8% na comparação com os doze meses imediatamente anteriores.
As despesas assistenciais cresceram 14,9%, na mesma base de comparação. Mesmo observada uma redução nessas taxas de crescimento, a queda foi mais intensa na receita que na despesa assistencial. Entre setembro de 2014 e setembro de 2015, o ritmo de alta da receita diminuiu 5,1 pontos percentuais (p.p), enquanto o da despesa assistencial caiu 2,1 p.p.
Nas associadas à FenaSaúde, a despesa total foi de R$ 56,8 bilhões nos últimos doze meses terminados em setembro de 2015, com expansão de 15% em relação aos doze meses anteriores.
A receita de contraprestações totalizou R$ 58,2 bilhões e cresceu 13,5%, na mesma base de comparação.
Dessa forma, o resultado operacional (receita de contraprestações contra despesa total) foi de R$ 1,4 bilhão. Neste período, as associadas à Federação custearam R$ 48,1 bilhões em eventos de assistência médica e odontológica de seus beneficiários, com expansão de 14,8% na comparação com os doze meses imediatamente anteriores.
O crescimento mais acelerado da despesa assistencial resultou na taxa de sinistralidade mais elevada para períodos de doze meses desde o terceiro trimestre de 2009. Nas associadas à Federação, a sinistralidade foi de 82,7%. Ao considerar apenas os planos de assistência médica, a sinistralidade foi de 83,9%, nos últimos doze meses terminados em setembro de 2015.
Mercado Segundo dados divulgados pela ANS, houve retração do número de beneficiários de planos de assistência médica no Brasil pela primeira vez desde o início da série histórica. A desaceleração do número de beneficiários se mostra mais acentuada nos planos coletivos empresariais, aqueles contratados pelas empresas para os seus empregados.
Esse tipo de contratação saiu de um patamar de crescimento de 6,3 % entre setembro de 2012 e setembro de 2013, para uma taxa negativa de 0,1%, em setembro de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Em setembro de 2015, havia 72,1 milhões de beneficiários de planos de saúde, sendo 50,3 milhões nos planos de assistência médica (69,7% do total) e 21,9 milhões nos planos exclusivamente odontológicos.

Fonte: DCI

Mais notícias e eventos