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Uso racional de materiais reduz custos

Publicado em 20/04/2022 • Notícias

Os custos envolvidos na formação de estoques de materiais em hospitais usualmente representam uma parcela relevante do patrimônio da instituição e pressupõem uma administração inteligente e estratégica. Uma instituição pública precisa ter esse cuidado de maneira constante, dadas as suas restrições orçamentárias, enquanto uma da iniciativa privada necessita otimizar custos a fim de ser economicamente viável.

Os processos para manuseio e manutenção devem ser claros e os profissionais que os utilizam podem precisar de um treinamento específico. Conhecer as normas técnico-operacionais de um equipamento ou a forma correta de utilizar um material, assim como as situações clínicas corretas em que esses recursos devem ser empregados, são medidas que precisam fazer parte da formação do profissional de saúde. Uma vez que ele estiver preparado, terá mais autonomia na escolha dos materiais médico-hospitalares que deve empregar no atendimento aos pacientes.

Pensar o uso consciente de materiais e recursos envolve ainda outros aspectos do ambiente de trabalho hospitalar, como lavanderia, transporte, limpeza, alimentação e muitos outros. A falta de profissionais qualificados e a pouca atenção no planejamento logístico de insumos acabam afetando diretamente no número e na qualidade dos atendimentos. Para atingir esse objetivo, deve-se evitar o desperdício nas mais variadas situações: no uso de material hospitalar, nos esforços desnecessários, no uso inadequado do tempo – a fim de evitar o retrabalho – e com processos ineficazes. A figura de um gestor responsável que tenha proximidade com sua equipe torna mais eficiente a comunicação para a correção de eventuais desajustes.

Um aspecto a ser avaliado na gestão de recursos são os ciclos de demandas, especialmente em relação a medicamentos. Estudar o histórico do uso de fármacos em diferentes períodos do ano serve de parâmetro para manter um suprimento adequado, sem que haja sobrestoque. É necessário um bom nível de controle da informação do que está sendo armazenado e do espaço necessário. A boa gestão deve incluir a destinação correta dos resíduos hospitalares, pois esses resíduos são também resultado de todo o processo de uso apropriado de materiais e recursos. Quando esses materiais atingem a obsolescência, devem ser retirados do processo, ou substituídos por outros. Esses processos devem, é claro, fazer parte do planejamento.

A conscientização do uso de materiais e recursos deve engajar todos os envolvidos no processo. Dessa forma, o controle passa a ser mais efetivo e possibilita a inovação de uma política de compras na direção de otimizar as compras, garantindo a qualidade e a adequabilidade dos produtos adquiridos. 

Cabe também à alta administração perceber que essa conjuntura é parte importante da estrutura da instituição, passando a valorizar as pessoas envolvidas e oferecendo o treinamento adequado, sempre que necessário, para que essa relação de consciência e responsabilidade aumente cada vez mais. A cadeia de suprimentos evolui constantemente, necessitando de uma renovação dos parâmetros de tempos em tempos, a fim de manter o mais alto nível de eficiência. Isso resultará na maior objetividade do atendimento aos clientes, com benefícios econômicos e melhoria do desempenho.

Fonte: ABIMED

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