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Revolução digital na saúde: como a transformação digital pode fortalecer a sustentabilidade da saúde

Publicado em 18/12/2025 • Notícias • Português

A transformação digital deixou de ser uma agenda de futuro para se tornar uma necessidade concreta do sistema de saúde. Em um país marcado por desigualdades regionais e pressão crescente sobre custos, tecnologias como a telessaúde e inteligência artificial, além de discussões sobre a interoperabilidade, passaram a ocupar papel estratégico na ampliação do acesso e na busca por maior eficiência assistencial. 

Esse foi o eixo central dos primeiros episódios do Videocast FIA | Diálogos ABIMED, iniciativa que integra um projeto mais amplo idealizado pela ABIMED voltado à construção de um modelo de saúde sustentável, orientado por políticas de Estado e por uma visão de longo prazo. Já estão disponíveis os dois primeiros episódios. O primeiro contou com a participação da deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP), o médico, professor titular da FMUSP e coordenador da comissão de Inovação do HCFMUSP (InovaHC) Giovanni Cerri e o head da divisão de Pesquisa e Inovação da Siemens Healthineers para a América Latina Manuel Coelho. O segundo episódio, a convidada foi Lídia Abdalla, presidente-executiva do Grupo Sabin. O debate reuniu representantes do Legislativo, da academia e da indústria para discutir como a transformação digital pode apoiar a sustentabilidade do SUS e do sistema de saúde como um todo. 

Do ponto de vista institucional, a experiência recente da telessaúde mostrou como a tecnologia pode encurtar distâncias e levar cuidado a regiões historicamente desassistidas. A incorporação da telemedicina e o avanço das discussões sobre prontuário eletrônico e interoperabilidade indicam um caminho no qual o paciente passa a ocupar o centro do sistema, com maior continuidade do cuidado e melhor uso das informações clínicas, desde que acompanhados de segurança jurídica e proteção de dados. 

Na prática assistencial, a academia destacou que os principais gargalos já não são tecnológicos, mas organizacionais. Dados existem, mas ainda estão fragmentados em sistemas que não se comunicam. A falta de interoperabilidade gera repetição de exames, desperdício de recursos e atrasos no diagnóstico. A integração dessas informações é apontada como um dos fatores com maior potencial de impacto econômico, capaz de reduzir custos e melhorar a qualidade do atendimento. 

A indústria, por sua vez, reforçou que o avanço da inteligência artificial na saúde depende diretamente da qualidade e da governança dos dados. Algoritmos bem treinados ampliam a precisão diagnóstica, reduzem erros e aumentam a eficiência dos serviços, mas sua adoção exige coordenação entre regulação, evidência científica, aceitação clínica e modelos adequados de incorporação e reembolso. Sem esse alinhamento, a inovação tende a permanecer restrita a projetos isolados. 

Outro ponto recorrente no debate foi a importância da capacitação profissional. A tecnologia só gera impacto real quando integrada à rotina dos serviços. Formar profissionais preparados para utilizar ferramentas digitais, interpretar dados e atuar em modelos híbridos de cuidado é condição essencial para que a transformação digital avance de forma equitativa e sustentável, especialmente fora dos grandes centros. 

O consenso entre os participantes é que a digitalização da saúde representa uma oportunidade concreta para enfrentar desafios históricos do sistema, como desigualdade de acesso, desperdício de recursos e pressão financeira. Para que isso ocorra, é necessário amadurecimento institucional, continuidade das políticas públicas e colaboração entre governo, academia, indústria e serviços de saúde. 

Os dois primeiros episódios do Videocast FIA | Diálogos ABIMED aprofundam esse debate e estão disponíveis no canal da ABIMED no YouTubeA iniciativa é uma parceria com a FIA Business School, com curadoria da ABIMED e integra um amplo projeto organizado pela e tem o apoio oficial do programa Encontros com o Futuro, promovido pelo World Observatory e pela Produtora Brasileira, em parceria com o Pacto Global da ONU Brasil, PRIME (programa da ONU para universidades de negócios), Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) e Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). 

Assista e acompanhe os próximos episódios para seguir conectado às discussões que estão moldando o futuro da saúde no Brasil

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