Welcome Saúde marca o lançamento do Observatório Permanente da Saúde 2050 pela ABIMED
Publicado em 27/02/2026 • Notícias • Português
Na terça-feira (24), a ABIMED participou do Welcome Saúde, que aconteceu no Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília (DF). O evento abriu oficialmente o calendário do setor de saúde em 2026 e promoveu uma série de debates de extrema importância para o setor.
Organizado pelo Grupo Mídia com a curadoria da ABIMED, o encontro reuniu autoridades, lideranças empresariais, executivos C-level, gestores públicos e especialistas em um ambiente institucional voltado para uma análise dos principais temas que influenciam o setor ao longo do ano, como inovação, economia e política com um panorama de expectativas para 2026.
A abertura do evento foi marcada pelo lançamento do Observatório Permanente da Saúde 2050 (OPS2050), anunciado por Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED. O Observatório Permanente da Saúde 2050 (OPS2050) é uma iniciativa da ABIMED, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), criada para, de forma contínua e permanente ao longo do tempo, contribuir nas discussões e proposições de políticas públicas e normas regulatórias, que propiciem uma evolução sustentável na Saúde do Brasil.
A programação do Welcome Saúde foi organizada em seis painéis temáticos sobre:
Cenário Econômico para 2026
Após a apresentação do novo projeto, o Welcome Saúde seguiu com o seu primeiro painel, “Cenário Econômico 2026”. Durante a conversa, foram apontados, pelos convidados, que os principais desafios econômicos deste ano dizem respeito às incertezas do cenário geopolítico, à dificuldade de baixar a taxa de juros diante da pressão inflacionária e à judicialização da saúde, que frequentemente gera custos imprevistos na gestão da saúde.
Entre as soluções, foram apresentadas “resiliência” e “colaboração” como palavras-chave. Neste sentido, é preciso inovar para superar as restrições orçamentárias, tanto do setor público quanto da saúde suplementar. Cláudia Cohn, diretora do Instituto Coalizão Saúde, destacou a necessidade de participação da iniciativa privada na sugestão de políticas públicas: “se as propostas forem boas, elas serão acatadas”.
O painel foi moderado por Adriana Costa, Diretora-geral de Terapias Avançadas para América Latina da Siemens Healthineers e Vice-presidente do Conselho de Administração da ABIMED, e contou com a participação de:
- José Luiz Pagnussat, Professor da Escola Nacional de Administração Pública, Mestre em Economia e Conselheiro do Conselho Federal de Economia (COFECON);
- Tiago Sbardelotto, Economista Sênior na XP Investimentos;
- Cláudia Cohn, Diretora na Alta Diagnósticos e Diretora de Negócios Nacionais e Relações Institucionais na DASA.
SUS, parcerias e futuro: o papel do setor público na ampliação do acesso
No segundo painel do dia, “SUS, parcerias e futuro: o papel do setor público na ampliação do acesso”, um ponto importante defendido pelos debatedores foi a necessidade de ver a tecnologia não como um produto em si, mas sim como uma ferramenta para buscar soluções para problemas observados na prática.
Presente à mesa, o deputado federal Pedro Westphalen (PP-RS), que é médico, apontou a importância de manter o diálogo entre o setor produtivo com o poder público, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Para o parlamentar, a participação dos particulares na formulação de políticas públicas é mais que bem-vinda, é necessária.
O painel foi moderado por Eduardo Winston, Managing Director da Globus Medical Brasil e Presidente do Conselho de Administração da ABIMED. Também compuseram este painel:
- Marco Bego, Diretor Executivo do InRad HCFMUSP – Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e do InovaHC;
- Mirócles Campos Véras Neto, Presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil (CMB);
- Ana Claudia Cielo, Gestora Executiva de Transformação Digital em Saúde na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS);
- Pedro Westphalen, Deputado Federal (PP-RS);
- Hisham Mohamad Hamida, Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).
Novos Caminhos da Saúde Suplementar para 2026
No terceiro painel “Novos Caminhos da Saúde Suplementar para 2026”, os debatedores apontaram a dificuldade de gestão na saúde, setor no qual a administração é muito mais complexa que nas empresas em geral.
Para Bruno Sobral, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o principal desafio para que o setor se mantenha sustentável é regular os custos de forma que o paciente não fique sobrecarregado. “Os preços precisam ser pagáveis”, resumiu o executivo.
O painel foi moderado por Aurélio Kalaes Carmona, Diretor Geral e Embaixador de Ética da Getinge no Brasil e Vice-presidente do Conselho de Administração da ABIMED, e contou com a participação de:
- Lenise Barcellos de Mello Secchin, Diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
- Paulo Maia, Presidente Executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (ABRADIMEX);
- Marcos Novais, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE);
- Bruno Sobral, Diretor Executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde);
- Breno de Figueiredo Monteiro, Presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde).
A Indústria da Saúde em Movimento: os desafios para 2026
Durante a tarde, foi realizado o painel “A Indústria da Saúde em Movimento: os desafios para 2026”. James Francisco dos Santos, primeiro-tesoureiro do Conselho Federal de Enfermagem, destacou o déficit da formação dos profissionais como um problema para a adoção de novas tecnologias na saúde. Segundo ele, a “abertura indiscriminada de faculdades” torna necessário regulamentar melhor o ensino. “Não é só na enfermagem, é na saúde como um todo”, opinou.
Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, apontou a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade e transparência. Mussolini endossou a visão de que a política de saúde tem que ser vista como questão de estado, e não de governo, para que o setor possa atuar com planejamento. Ele ainda defendeu a necessidade de constante diálogo e cooperação na saúde. “A gente não tem bala de prata para resolver problemas”, afirmou.
O quarto painel foi conduzido por Fernando Silveira Filho, Presidente-executivo da ABIMED. Participaram da conversa:
- James Francisco Pedro dos Santos, Conselheiro Federal e Primeiro-Tesoureiro do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem)
- Fernanda De Negri, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde
- Nelson Mussolini, Presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma)
- Renato Alencar Porto, Presidente Executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma)
- Adriano Macedo, Diretor de Desenvolvimento da Indústria de Alta Complexidade Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
Ecossistema Colaborativo: acelerando a inovação da saúde
Em seguida, o quinto painel discutiu iniciativas de colaboração entre startups, indústria, hospitais e governo. Também foram abordados mecanismos de inovação aberta e a utilização de ambientes experimentais (sandboxes) como tendência no setor.
Elis Regina Guimarães, diretora-executiva da Fundação Geraldo Corrêa, de Divinópolis (MG), apontou também que com mudanças nos processos, é possível melhorar os resultados para o paciente final, mostrando que inovação não diz respeito apenas à tecnologia.
O painel foi moderado por Felipe Dias Carvalho, Diretor Regional em Brasília da ABIMED, e contou com a participação de:
- Lorice Scalise, Presidente da Roche Farma Brasil;
- Jacson Barros, Healthcare Business Development Manager at Amazon Web Service (AWS);
- Giovanni Guido Cerri, Presidente dos Conselhos do InRad, InovaHC, e do HCFMUSP, Presidente do ICOS e Diretor do COMSAÚDE da FIESP;
- Faustino Junior, Founder MedClub e CEO Fgmed & First.Doctor;
- Elis Regina Guimarães, Diretora-Executiva (CEO) da Fundação Geraldo Corrêa – Complexo de Saúde São João de Deus;
- Ernano Arrais Junior, Coordenador-Geral de Inovação em Saúde Digital da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (CGPIN/DESD/SEIDIGI/MS).
Cenário Político para 2026
Por fim, no último painel, os debatedores analisaram o cenário político nacional e seus efeitos sobre o setor da saúde, além de apontarem as agendas prioritárias para o ano. Entre os temas discutidos estavam regulação, financiamento público, políticas nacionais de inovação, saúde digital, propriedade intelectual, entre outros.
O sexto painel foi, também, moderado por Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED, As autoridades e especialistas que compuseram a mesa foram:
- Dr. Hiran Gonçalves, Senador da República e Presidente da Frente Parlamentar Mista de Medicina (FPMED);
- Dr. Luiz Ovando, Deputado Federal;
- Adriana Ventura, Deputada Federal;
- Nelson Teich, Sócio da Teich Gestão em Saúde e Ex-Ministro da Saúde;
- Fabio Zambeli, Diretor-geral de Public Affairs da Athos
A nona edição do Welcome Saúde abre oficialmente o calendário de saúde em 2026 e reafirma seu papel como espaço de diálogo estratégico, articulação institucional e fortalecimento de parcerias.