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5G: a tecnologia que vai revolucionar a saúde

Publicado em 16/03/2022 • Notícias

Em estágio avançado de implantação em todo o mundo, no Brasil a tecnologia 5G está nas mãos das dez empresas ganhadoras do leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em novembro de 2021.  A partir deste marco, com a estruturação da rede de quinta geração de internet móvel sem fio, um novo mundo de possibilidades está aberto para todos os setores produtivos. E a saúde é, provavelmente, um dos que mais se beneficiará com os recursos que a tecnologia irá agregar aos mais diversos procedimentos.

A partir de recursos digitais como Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (RV), Big Data, robótica, Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês, ou melhor, a Internet das Coisas Médicas – IoMT), entre outros, todo o ecossistema de saúde poderá usufruir de novos métodos e recursos para os mais diversos procedimentos, da gestão ao atendimento de pacientes propriamente dito. 

Quando falamos de tecnologia 5G, estamos tratando de um ganho impressionante de tempo na transmissão de dados , algo como o aumento de até 100 vezes na velocidade de navegação e download, sem a necessidade de fibra. Por isso mesmo, o leque de possibilidades é amplo e inclui desde aplicações que já estão presentes em nosso dia a dia, como o uso de dispositivos móveis –  mas agora com os recursos da hiperconectividade –, até inovações que ainda estão em desenvolvimento. 

Na área de gestão em saúde fica bem nítido de que maneira a tecnologia 5G irá contribuir, uma vez que a velocidade de conexão trará vantagens para o controle de informações em clínicas, hospitais e demais instituições de saúde – isso para dizer o mínimo. Entre os benefícios indiretos está a redução no tempo de espera e nos custos relacionados aos atendimentos, assim otimizando a experiência dos pacientes e trazendo ganhos para as organizações que prestam serviços. 

Nos serviços em saúde propriamente ditos, as possibilidades podem ser imensas a depender da inovação que as empresas agreguem aos seus desenvolvimentos tecnológicos. Como exemplos podemos mencionar os recursos do mundo Phygital, com dispositivos vestíveis, implantes e rastreadores, que permitirão o acompanhamento de informações sobre os pacientes em tempo real. Com a IoMT, a tendência é que a telemedicina também seja impactada, a partir do momento em que dispositivos inteligentes otimizam o acesso ao cuidado médico remoto. Por sua vez, os recursos de RA e RV representarão uma nova etapa para a medicina diagnóstica, com análises cada vez mais precisas e rápidas, e para o ensino em Medicina e Enfermagem, com recursos da robótica, por exemplo. 

A transformação digital na área da saúde já é uma realidade. De acordo com informações da plataforma de inovação aberta Distrito, no Brasil já existem mais de 900 healthtechs, que somaram US$ 183,9 milhões em investimentos no primeiro semestre de 2021. Nos dois últimos anos, a telessaúde ganhou mais força devido aos desafios impostos pela pandemia de Covid-19. Com as medidas de isolamento social, as consultas médicas on-line representaram uma alternativa fundamental, principalmente para muitos pacientes de doenças crônicas, que necessitam de acompanhamento contínuo. 

É claro que tudo isso levará algum tempo. A expectativa, de acordo com a Anatel, é que até dezembro de 2029  todos os municípios com menos de 30 mil habitantes estejam cobertos pelo 5G. Também demandará investimentos das empresas. Uma pesquisa recente da KPMG Brasil revelou que 79% dos gestores entrevistados acreditam que a implantação da tecnologia irá contribuir para criar novos modelos de negócios. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um aumento de 10% nos serviços de banda larga no Brasil estaria associado ao crescimento de 3,2% no Produto Interno Bruto (PIB). A mesma pesquisa da KPMG, confirma esta  previsão: 56% dos respondentes afirmaram que a pauta sobre as redes 5G está na agenda estratégica dos gestores ou do conselho de administração das suas respectivas organizações. Portanto, mais do que nunca, este é o momento perfeito para buscar a inovação. 

Fonte: ABIMED

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