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A hora do MÉDICO hi-tech

Publicado em 18/07/2016 • Notícias

Os planos de saúde perderam 1,4 milhão de segurados em um ano até maio. O resultado é atribuído à escalada do desemprego e à aceleração da inflação. Em um momento de crise, no entanto, a tecnologia pode ajudar. Empreendedores lançaram neste ano aplicativos que levam médicos até a casa dos pacientes. O foco é o mercado de medicina privada, que faturou RS 162 bilhões no País, em 2015. Essas empresas negociam parcerias com planos de saúde, que buscam reduzir custos para manter sua base de segurados. A cidade de São Paulo, que concentra cerca de 30% dos negócios do setor, está atraindo investimentos.
No início deste mês, dois aplicativos começaram a operar na cidade, cobrando de RS 200 a RS 400 por consulta: o Beep Saúde, do médico carioca Vander Corteze, que fez parceria com o Uber para transportar médicos até os clientes; e o Dokter, do cirurgião Marco Antônio Venturini, de Brasília. Além deles, estão no mercado o DocWay e o Dr. Vem. “Há espaço para todo mundo. Essas empresas vão ajudar a formar o mercado”, diz Daniel Lindenberg, co-fundador do Dr. Vem, criado em São Paulo em janeiro, após receber RS 2 milhões de um fundo de investimento. Até o fim do ano, o plano é atender Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, com meta de chegar em países da América Latina em 2017. Por meio do sistema, é possível escolher cinco especialistas. Em junho, foram realizadas 200 visitas e a meta é chegar a duas mil por mês até dezembro. O aplicativo, que fica com R$ 50 a cada consulta, negocia oferecer o serviço para operadoras de planos de saúde.
Já o Beep Saúde, que opera desde abril no Rio de Janeiro, acaba de firmar parceria com um plano de saúde, mas Corteze prefere manter o nome em sigilo. “O paciente nem vai precisar pedir reembolso da consulta agora”, diz o empreendedor, dono da empresa de medicina do trabalho BR Med. com faturamento anual de RS 30 milhões. “Até quem não pode gastar muito pode usar.” O aplicativo faz 150 consultas por mês, com 20 especialistas, e cobra 15% a cada transação. Corteze espera levar o sistema para Porto Alegre e Belo Horizonte, realizando 5 mil consultas por mês. “A tecnologia vai baratear o custo”, diz Yussif Ali Mere Júnior, presidente da Federação dos Hospitais Estado de São Paulo (Fehoesp), para quem esses aplicativos são muito bem-vindos.

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro

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