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ANS AUTORIZA IMPLANTE DE CARDIODESFIBRILADOR PARA PREVENÇÃO DE MORTE SÚBITA

Publicado em 16/03/2014 • Notícias

No Brasil, mais de 250 mil pessoas morrem por ano de morte súbita, a_x000D_
maior parte provocada pelas arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio.

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Os beneficiários de plano de saúde conquistaram uma grande vitória junto_x000D_
a Agência Nacional de Saúde (ANS). A partir de agora, pacientes com grande risco de apresentar morte súbita_x000D_
por arritmias – alteração do ritmo dos batimentos cardíacos – poderão ser submetidos_x000D_
ao implante de um cardiodesfibrilador, com cobertura pelo plano de saúde
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O cardiodesfibrilador implantável (CDI) é um dispositivo que detecta as_x000D_
arritmias e, por meio de um choque elétrico no coração, devolve o ritmo_x000D_
cardíaco normal ao paciente.

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Cardiologistas de todo o país comemoraram a decisão. O critério_x000D_
anterior, já bastante desatualizado em relação ao que se faz nos EUA e Europa,_x000D_
só possibilitava o implante de CDI como prevenção secundária de morte súbita, o_x000D_
que significa que o paciente necessitava ter apresentado uma parada cardíaca_x000D_
(PRC) ou uma taquicardia muito grave com alto risco de evoluir para parada_x000D_
cardíaca para poder receber um CDI. “”Nós sabemos que isso abrange menos de 10%_x000D_
da população que precisa do aparelho. O paciente precisava morrer uma vez, ter_x000D_
a sorte de ser ressuscitado com vida e sem lesão cerebral (o que ocorre em_x000D_
menos de 5% doas casos) para poder receber um CDI””, afirma o presidente do_x000D_
Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de_x000D_
Cirurgia Cardiovascular (DECA/SBCCV), Cláudio Fuganti.

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O cardiologista explica que, com a nova regra, 95% da população que_x000D_
necessita de um CDI vão receber esse dispositivo preventivamente. “”O ideal é_x000D_
realizar o implante profilático, antes de ocorrer uma parada cardiorrespiratória._x000D_
E quando esse evento vier a ocorrer, a pessoa estará protegida, pois o aparelho_x000D_
vai reconhecer que o paciente está em parada e pode liberar um choque de alta_x000D_
energia que vai salvá-lo””.

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No Brasil implanta-se em torno de 40.000 dispositivos/ano (marcapasso,_x000D_
ressincronizadores e desfibriladores), sendo cerca de 3.000 desfibriladores._x000D_
São 15 CDI/milhão de habitantes, enquanto nos EUA são 180.000 MP e 60.000 CDI_x000D_
(média de 191/milhão de habitantes). “”O número de procedimentos aqui é extremamente_x000D_
baixo. O que significa que muitos pacientes estão morrendo sem acesso a essas_x000D_
tecnologias””, constata Fuganti.

“”Vale lembrar que a nova regra não vale para a_x000D_
rede pública, o que prejudica um grande número de pacientes, trazendo para eles_x000D_
grande risco de morte. O Ministério da Saude, de maneira unilateral e sem_x000D_
consultas às entidades médicas (SBCCV/SBC/AMB), publicou portaria no início de_x000D_
janeiro, contra todas as evidências das publicações científicas atuais e_x000D_
orientações de Sociedades Médicas nacionais e internacionais, continuando a_x000D_
excluir o acesso à prevenção primária de morte súbita, para grande parcela da_x000D_
população brasileira mais necessitada.””, conclui o presidente do DECA.

Fonte: Portal Fator Brasil

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