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Capacidade na Fiocruz chegará a 6 petabyte

Publicado em 15/09/2015 • Notícias

Um dos maiores centros de ensino e pesquisa em saúde pública do Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com sede no Rio de Janeiro – presente em 10 Estados brasileiros e com um escritório em Maputo, capital de Moçambique, na África -, vai ganhar mais eficiência, sob ponto de vista de TI, a partir do fim deste ano, tornando-se apta a suportar inúmeros projetos que mesclam ciência e Big Data. Ainda em 2015, começa a funcionar, na Fiocruz, um datacenter, totalmente certificado, com atuação ininterrupta e baseado em um modelo de virtualização de alta densidade, semelhante ao do datacenter usado hoje pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa), nos EUA.

Com um projeto validado pelo Gartner Group, o novo centro de dados vai solucionar problemas referentes a ambiente fracionado, baixa capacidade de operação e alta fragilidade, apresentados hoje pela estrutura de TI descentralizada da Fiocruz. O datacenter faz parte de um projeto maior da TI da Fundação, o desenvolvimento de uma estrutura de computação em nuvem. O objetivo é conferir mais capacidade de processamento, armazenamento e mudar o modelo de negócios em TI para as unidades da Fundação, onde a quantidade de dados não para de crescer.

Álvaro Funcia, responsável pela área de TI da Fiocruz, diz que, há pouco mais de três anos, o volume total de mensagens trafegadas por todas as unidades não chegava a 500 mil por mês. “”Em setembro, estamos perto de 13 milhões de mensagens, sendo que 91% desse total param nos nossos serviços de detecção e filtragem.”” Funcia explica que o projeto de cloud é constituído por dois subprojetos, a construção do datacenter e de uma sala-cofre, para abrigar esse datacenter, com níveis de certificação que atendem a mais de 60 requisitos.

Após licitação concluída em 2014, orçada em R$ 52,7 milhões (R$ 37 milhões para o datacenter e R$ 15,7 milhões para a sala-cofre), o projeto terá sua primeira etapa concluída até o fim de 2015, com a inauguração da sala-cofre e o início de parte da operação do datacenter. Demais etapas serão concluídas em 2016 e 2017.

“”O consórcio vendedor, que é formado pelas empresas Cisco e Hitachi, tem até 2017 para terminar o projeto. A divisão em etapas ocorre porque a Fiocruz tem um orçamento escalonado. Com o início da operação do datacenter, que estará em uma estrutura certificada com nível Tier3, vamos saltar de 500 terabytes, em termos de capacidade de processamento, para 1,3 petabyte. Quando toda a estrutura do datacenter estiver completa, até 2017, a capacidade chegará a seis petabytes””, detalha Funcia.

Com alta produtividade em termos de pesquisa e difusão de conhecimento, que envolvem estruturas de Big Data, a Fiocruz enfrentava gargalos em termos de TI há mais de quatro anos. “”Em todas as atividades finalísticas da Fiocruz, havia carência de estrutura de TI, com modelos antigos de datacenter, que eram descentralizados e com estruturas antigas de processamento, armazenamento e backup, vulneráveis a intempéries e incidentes, como ataques cibernéticos””, lembra Funcia. As estruturas mais modernas que acabam com a descentralização de unidades de Centro de Processamento de Dados, são uma tendência que busca produtividade e eficiência, diz.

Fonte: Valor Econômico

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