Nosso site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao prosseguir você concorda com nossa política de privacidade.

Confira os novos procedimentos que os planos de saúde terão que cobrir

Publicado em 04/01/2016 • Notícias

A partir deste sábado (2), as operadoras de planos de saúde são obrigadas a cobrir 21 procedimentos novos, inclusive o teste rápido para dengue.
Caroline Ane Vieira não comemorou a chegada do ano novo. Ela passou mal no dia 31 e ficou de cama com febre e manchas pelo corpo. Pensou que fosse dengue, mas com o teste rápido soube na hora que, pelo menos, não é essa a doença dela. “Deu um alívio de saber que não era dengue, mas estou tomando remédio para as manchas no corpo e para dor e esperando melhorar, porque não tem o que ser feito”, conta.
A partir de agora os planos de saúde têm a obrigação de cobrir o teste rápido para dengue. O resultado sai em até meia hora.
Outra novidade é que os planos também devem cobrir o exame para chikungunya, que é uma doença viral parecida com a dengue. Testes para o zika vírus não estão incluídos.A cada dois anos a ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, inclui novos procedimentos e medicamentos que são de cobertura obrigatória pelos planos de saúde.
Pessoas com deficiência auditiva, agora, passam a ter a opção de um novo tipo de prótese, fixada no osso. E pacientes com problemas cardíacos têm mais dois implantes disponíveis. Um deles é o cardiodesfibrilador, uma espécie de marcapasso que também libera uma descarga elétrica, se for preciso, para evitar a morte súbita.
Para o tratamento de incontinência urinária, os planos têm que pagar pela aplicação de toxina botulínica.
E a ANS incluiu ainda um novo medicamento – oral – para o tratamento de câncer de próstata, a enzalutamida.
Na revisão, também aumentou o número de sessões, dependendo do caso do paciente, com fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que representa parte das operadoras de planos de saúde, diz que vai cumprir a determinação da ANS, mas ainda não sabe qual será o resultado nas contas das empresas. “Toda a incorporação de novos medicamentos e tecnologias impacta em custos. Então é claro que haverá um impacto, enfim, na planilha de custos das operadoras, o que é um problema, naturalmente”, diz Antonio Carlos Abbatepaolo, diretor-executivo da Abramge.
A Agencia Nacional de Saúde Suplementar vai avaliar a mudança durante todo este ano, e em 2017 decide se a ampliação da cobertura vai provocar algum reajuste nas mensalidades. Se alguém tiver dificuldade para fazer um desses novos procedimentos, tem que procurar a ANS. “O usuário então faz esse denúncia na agência. Essa denúncia vai ser investigada e se confirmar a negativa de cobertura, a operadora será multada”, explica Raquel Lisbôa, gerente-geral de regulação assistencial da ANS.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que também representa os planos de saúde, declarou que as empresas vão cumprir a determinação da ANS. Essas regras valem para os contratos desde 1999.

Fonte: G1 – Jornal Nacional

Mais notícias e eventos