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Contra críticas à fusão de ministérios, Kassab promete recriar órgão

Publicado em 10/06/2016 • Notícias

Para azeitar as relações com setores acadêmicos que têm criticado a fusão dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações, o ministro Gilberto Kassab prometeu, perante plateia de representes de sociedades científicas, reavivar o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.
O órgão, afirmou ele, teria peso para requerer verba e trazer mais atenção às questões científicas nacionais.
Kassab também voltou a defender a união das pastas, alegando mais “eficiência” e “força política”.Segundo ele, com menos ministros,é mais fácil ter contato com o presidente.
Para ele,o número de ministérios pode chegar a 18.
Na reunião desta quarta (8), em São Paulo, o ministro ouviu críticas, alguns elogios e disse que entende e respeita a posição daqueles que são contra a fusão. Na semana passada, o ministro participou de evento similar na USP.
A estratégia de reduzir ministérios do governo Temer gerou insatisfação de cientistas.
Os protestos se dão na forma de cartas, moções de repúdio por parte de instituições e até de mudança de foto do currículo Lattes, que registra a expertise acadêmica.
Na avaliação de Helena Nader, da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), mesmo com a perda de recursos federais,a produção e qualidade científica do país vem melhorando.Ela também cobrou comprometimento de Michel Temer, que ainda não discutiu a questão.
O ministro afirmou ter a meta de recuperara verba original do MCTI que, nos últimos dez anos, caiu pela metade, para R$ 4,341 bilhões.
Outro crítico da fusão, o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, disse ser importante investir em Ciência, Tecnologia e Inovação, o que permitira sair da crise de uma forma segura e sustentável.
Paraofísico IldeuMoreira, vice-presidente da SBPC e professor da UFRJ, houve uma “transformação drástica e sem diálogo”. Segundo ele, a fusão representa uma fragilização do setor científico e tecnológico no governo

Fonte: Folha de São Paulo

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