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Cortes exigirão ‘grande esforço de articulação’, diz líder do governo

Publicado em 14/09/2015 • Notícias

Para conseguir aprovar o pacote de cortes de gastos e de aumento de impostos anunciado pela equipe econômica nesta segunda (14), o governo terá que fazer um grande esforço de articulação política no Congresso. Esta é a avaliação do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS). Para ele, o conjunto de medidas anunciado “”foi duro””.

“”O governo fez um esforço grande ao cortar R$ 26 bilhões e anunciar aumento de impostos. Mas a tramitação disso no Congresso vai exigir muita articulação e esforço””, disse. Líderes da oposição já disseram ser contrários à proposta e prometem barrar a sua aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

Parlamentares da base aliada também afirmaram estar preocupados com possíveis traições em partidos que compõem com o governo. Além desta questão, desde que o vice-presidente da República Michel Temer deixou o dia a dia da articulação política, em agosto, é a própria presidente Dilma Rousseff quem tem conversado com parlamentares.

Diante do desafio de conseguir aprovar as propostas no Congresso rapidamente, Dilma deverá anunciar na próxima semana um novo nome para o posto de articulador. Enquanto isso, ela mesma continuará conversando com deputados e senadores.

Dilma se reunirá nesta terça (15), pela manhã, com os líderes da base aliada das duas Casas do Congresso para apresentar as medidas anunciadas e fazer um apelo pela sua aprovação. “”Apesar de não ser fácil, precisamos conversar com as lideranças partidárias para construir acordos””, defendeu Delcídio.

CRÍTICAS

Na contramão do líder do governo, o senador pelo PT, Lindbergh Faria (RJ), afirmou que o pacote mostra que o governo continua errando e coloca em xeque o apoio que Dilma ainda tem entre alguns movimentos sociais e setores da sociedade. “”O governo volta a errar. O que foi proposto hoje é um ajuste do ajuste. Esses cortes, em um momento de recessão, como o que vivemos agora, irão aprofundar a péssima situação do país””, disse.

Para ele, a reação dos movimentos sociais será maior agora do que quando o governo anunciou, no início do ano, um ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas. Ele criticou o corte de quase R$ 3,8 bilhões em recursos para a saúde e disse que o corte em investimentos “”é criminoso””. Para o petista, o governo também “”declarou guerra”” ao adiar em seis meses o pagamento do reajuste de funcionários públicos.

Lindbergh também criticou as medidas de aumento de impostos que taxam pouco, em sua avaliação, o chamado “”andar de cima””, podendo arrecadar apenas, cerca de R$ 3 bilhões. Para o petista, o governo tinha alternativas, como a tributação de lucros e dividendos tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

Mais cedo, o presidente da Câmara Eduardo Cunha também criticou as medidas anunciadas e disse que é ‘pouco provável’ que a casa aprove a volta da CPMF.

Fonte: Folha de S.Paulo / site

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