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Cuba reivindica reajuste por sua participação no Mais Médicos

Publicado em 19/07/2016 • Notícias

BRASÍLIA- País que mais destina profissionais ao programa Mais Médicos, Cuba está pleiteando um reajuste dos valores pagos pelo governo brasileiro. Atualmente, um médico recebe R$ 10.513 por mês para atuar no programa. No caso dos cubanos, o governo da ilha embolsa a maior parte do dinheiro, o que representa uma importante fonte de receita. Porém, segundo o Ministério da Saúde brasileiro, não há definição ainda sobre aumento nos repasses para Cuba.
Na semana passada, a viceministra de Saúde Pública de Cuba, Marcia Cobas Ruiz, esteve em Brasília para tratar do tema. Ele se encontrou com representantes do Ministério da Saúde do Brasil; da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que faz a intermediação entre os governos dos dois países; do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que congrega as secretarias estaduais.
Segundo o Conasems, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, disse que reajustes precisarão ser analisados em função do orçamento da pasta. De acordo com o presidente do Conselho, Mauro Junqueira, secretário de Saúde de São Lourenço (MG), foi criado um grupo de trabalho para tratar da questão do reajuste. Participam do grupo representantes da Opas e dos governos brasileiro e cubano, com acompanhamento do Conass e do Conasems.
— Pediram (os representantes de Cuba) para abrir negociação para um reajuste. Esse grupo vai acompanhar essa negociação — disse Junqueira.
De acordo com o Conasems, a vice-ministra cubana reiterou a intenção de continuar com a cooperação com o Brasil, mas fez reivindicações. Entre elas, o reajuste dos valores pagos por profissional, em especial aqueles que trabalham em áreas isoladas e de maior risco. Este ano termina o contrato de três anos de parte dos médicos cubanos. Segundo o Conasems, Marcia Cobas disse que o contrato deles não será renovado, mas, em compensação, virão outros profissionais para substituí-los. A troca ocorrerá a partir de novembro, após a Olimpíada do Rio e as eleições municipais.
— Ficou claro que (os médicos que estão voltando para Cuba) serão substituídos — disse Junqueira.
PROGRAMA LANÇADO EM 2013 Apesar disso, há preocupação nas prefeituras em relação ao tempo necessário para a substituição — alguns municípios poderão ficar temporariamente sem alguns de seus médicos. O Ministério da Saúde informou que as vagas desocupadas serão repostas e que há a previsão de 500 novos médicos cubanos chegarem ao Brasil esta semana para repor colegas que deixaram o programa.
O Mais Médicos foi lançado em julho de 2013, pagando R$ 10 mil por cada médico. Desde então, houve pequenos reajustes, chegando-se aos atuais R$ 10.513. No começo, o programa sofreu boicote de parte da classe médica brasileira. Assim, predominaram os profissionais estrangeiros, principalmente cubanos. Nos editais mais recentes, aumentou o interesse dos brasileiros, mas os médicos de Cuba ainda são maioria. Os últimos números do Ministério da Saúde indicam que eles são 11.400, de um total de 18.240 profissionais

Fonte: O Globo

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