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Dívida de paciente foi ‘inspiração’

Publicado em 13/07/2015 • Notícias

No início dos anos 80, o médico Candido Pinheiro dedicava – ­se à sua clínica de atendimento ambulatorial oncológico. Os casos complexos que demandavam cirurgias eram encaminhados para um hospital da cidade. No entanto, um de seus pacientes recebeu alta do hospital e não pagou a conta, que foi repassada para o médico. “”Preenchi o cheque, paguei a conta. Mas se eu tenho uma vaidade nesta vida é não ter que depender do outro. Dai resolvi criar meu próprio hospital. Nunca quis ter plano de saúde ou hospital, as coisas foram acontecendo””, conta o fundador do Hapvida, hoje com 68 anos.
O nome Hapvida que, para muitos vem da palavra inglesa happy, é na verdade a sigla de Hospital Antonio Prudente, renomado oncologista que foi seu professor durante a residência médica.
O plano de saúde foi criado em 1993. Sete anos depois, o fundador foi para o conselho de administração, dando espaço para seus dois filhos assumirem o negócio. Ainda hoje dá expediente de seis horas, mas diz que sua esposa, a enfermeira Ana Lima, 66 anos, é quem ainda está no batente. Ana percorre todas as unidades do Hapvida para checar desde procedimentos médicos até a limpeza dos hospitais.
Há 20 anos, Candido e sua família converteram­se ao judaísmo após o médico descobrir que tem quatro raízes diferentes: brancos, judeus, índios e negros. Há duas décadas, o fundador do Hapvida iniciou estudos para descobrir sua origem e a do povo cearense e, desde então, já publicou cinco livros sobre o assunto, editados pela Fundação Gilberto Freyre. “”A crença de fé dos judeus era a que mais se aproximava da minha. Mas somos todos uma mistura de raças. Isso em todo o mundo””, disse Candido, no mesmo dia em que terroristas islâmicos atacaram a França, a Tunísia e o Kuwait.

Fonte: Valor Econômico

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