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Einstein recebe certificação internacional

Publicado em 10/11/2015 • Notícias

O serviço de hematologia e transplante de medula do Hospital Israelita Albert Einstein é o primeiro fora dos Estados Unidos e Europa a receber um certificado internacional por cumprir padrões de excelência e qualidade.

Foram três anos de preparação e auditorias externas para cumprir todos os parâmetros exigidos pela FACT (Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy) nas práticas médica e laboratorial em terapia celular.

Segundo o hematologista Nelson Hamerschlak, que dirige o serviço no Einstein, a certificação abre portas para que o grupo brasileiro faça mais parcerias com instituições internacionais, como o MD Anderson, referência internacional em oncologia.

“Hoje nos EUA e na Europa não existem serviços de transplante que não sejam acreditados e renovados periodicamente. É um orgulho muito grande fazer parte desse time”, diz Hamerschlak.

O processo de acreditação começou em 2012, quando o serviço recebeu um certificado provisório. O hematologista explica que o processo alterou uma série de rotinas, como tornar obrigatória a documentação das taxas de infecção, por exemplo. E a investigar os resultados negativos e, ao mesmo tempo, demonstrar o que está fazendo para corrigir eventuais falhas.

Um exemplo: a taxa média de mortalidade em transplantes de medula óssea é de 20%. Mas, para a acreditadora, não basta um registro de que o paciente morreu e que o caso foi discutido. “Tem que levar para frente, demonstrar que houve um processo de melhoria, tudo documentado.”

O serviço do Einstein faz os quatro tipos de transplantes de medula óssea: o autólogo, feito com as próprias células-tronco do paciente; o alogênico, com as células de um doador saudável; o com células-tronco do cordão umbilical e, por último, o haploidêntico, quando o doador é parcialmente compatível.

Há no país 70 centros para transplantes de medula óssea; 26 fazem transplantes com doadores não-aparentados.

Fonte: Folha de S.Paulo

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