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Elo entre microcefalia e vírus é ‘provável’

Publicado em 19/11/2015 • Notícias

Em pouco mais de três meses, o Brasil já registrou 399 casos de recém-nascidos com microcefalia, má-formação do cérebro que pode levar a problemas graves de desenvolvimento.
O surto não tem precedentes no país.

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Os dados, divulgados nesta terça-feira (17) pelo Ministério da Saúde, abrangem sete Estados: Pernambuco,Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba,Piauí,Ceará e Bahia.

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O maior número é de Pernambuco, primeiro Estado a perceber mudança no padrão de ocorrências.Desde agosto, são 268 casos.Em seguida,estão Sergipe, com 44 casos, e Rio Grande do Norte, 39.

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O país tinha média de 100 a 120 casos por ano. “A média anual já foi altamente superada”,diz o diretor de vigilância de doenças transmissíveis no Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

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Ele diz que é “altamente provável” que o aumento tenha relação com a possível infecção de gestantes pelo vírus zika,identificado no Brasil neste ano e transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti.
A relação foi estabelecida após exames mostrarem a má formação ainda na gestação.

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Eles apontaram presença do genoma do zika em amostras do líquido amniótico.

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“Isso fecha o diagnóstico? Quase. Não é esperado que exista vírus zika em nenhum tecido do corpo humano”,diz Maierovitch, que pondera que não se deve descartar fatores como outras infecções.
Há uma semana,foi declarada emergência nacional em saúde pública. A medida visa reforçar a vigilância, ações de prevenção e assistência.

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O vírus circula em 14 Estados: Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Paraíba,Pernambuco,Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

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sintomas Quase 80% dos casos não têm sintomas. Quando presentes, eles podem ser confundidoscoma dengue.Aduração, porém, é menoreeles são mais brandos.

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O ministério definiu como critério para notificação casos em que o perímetro da cabeça do recém-nascido é menor ou igual a 33 cm. A média normal é de 34 a 37 cm.Os registros precisam ser confirmados após exames.
A má formação pode gerar problemas no desenvolvimento,limitações para falar, andar, escutar, entre outros.

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Cerca de 90%dos casos estão relacionados a deficiência mental. Em situações mais graves, pode levar à morte.

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Entre as medidas de precaução, estão não tomar remédios sem orientação médica, evitar ambientes com mosquitos e contato com pessoas suspeitas de infecções.

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Quem pretende engravidar neste período deve conversar com seus familiares e médicos sobre possíveis riscos ao bebê, diz o ministério.

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Maierovith diz que a recomendação ocorre devido à falta de informações claras sobre as causas da microcefalia e a relação com a zika.

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Segundo ele, as mulheres precisam “pensar duas vezes [sobre a decisão de engravidar] diante de um vírus desconhecido”.

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“É o que chamamos de princípio da precaução:quando declaramos nossa ignorância em relação a um assunto, mas não podemos nos omitir diante dele.”

Fonte: Folha de S.Paulo

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