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Fusão de US$ 160 bilhões cria maior empresa farmacêutica global

Publicado em 24/11/2015 • Notícias

As farmacêuticas Pfizer e Allergan anunciaram nesta segunda-feira (23)a fusão das duas empresas, em um negócio avaliado em US$ 160 bilhões (o terceiro maior da história, cerca de R$ 600 bilhões) e que cria uma gigante do setor de saúde.
A empresa será a maior farmacêutica do mundo, com um faturamento anual estimado em US$ 65 bilhões e mais de 60 remédios em sua linha de produção.
A nova companhia tinha um valor de mercado na sexta-feira (20), antes do anúncio do negócio,de US$ 322 bilhões, o maior entre as companhias farmacêuticas.A segunda maior é a Johnson & Johnson, com US$ 284 bilhões, seguida pela Novartis, de US$ 237 bilhões.
A transação ainda depende da aprovação de órgãos regulatórios dos Estados Unidos e da União Europeia, além do aval dos acionistas das duas empresas. No Brasil, o Cade disse que não comenta a operação “até que o edital referente ao ato de concentração seja publicado no ‘Diário Oficial da União’”.
De acordo com a consultoria IMS Health, a Pfizer tinha, no terceiro trimestre, participação de 3% no mercado brasileira, e a Allergan, 0,8%.
A Pfizer é a fabricante de medicamentos como Viagra e uma das maiores empresas do setor.A irlandesa Allergan produz o Botox e remédios para o mal de Alzheimer.
Apesar de os acionistas da Allergan ficarem com uma fatia menor da nova empresa (44%), o negócio foi estruturado de forma que a irlandesa será a compradora.
menos impostos Isso porque a Pfizer vai transferir suas operações para a Irlanda e beneficiar-se da carga tributária mais baixa cobrada no país, em um processo chamado de inversão tributária.
Os impostos para empresas nos Estados Unidos podem chegar a 35%, enquanto a taxa irlandesa é de no máximo 12,5%, de acordo com a Reuters.
A expectativa era que a Pfizer pagasse 25%de impostos corporativos neste ano. Com a mudança, espera-se uma taxa de 17 a 18% em 2017, já com a sede fiscal na Irlanda.
Esse tipo de operação vem ganhando força nos últimos anos e é criticada por diversos políticos americanos. O presidente Barack Obama chegou a chamar de “pouco patriótica” a estratégia.
Nesta segunda-feira, Hillary Clinton, pré-candidata do Partido Democrata à Presidência dos EUA, criticou o negócio, dizendo que os contribuintes norte-americanos terão de “pagar o pato”.
Seu principal rival no partido,Bernie Sanderdisse que a fusão será um desastre para o consumidor americano.
No ano passado,a compra da rede canadense de cafés Tim Hortons pelo Burgers King (controlado pelo fundo 3G, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles) também foi apontada como um caso de inversão tributária, o que foi negado pela empresa.

Fonte: Folha de S.Paulo

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