Nosso site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao prosseguir você concorda com nossa política de privacidade.

Galderma, da Nestlé, aposta em produção local

Publicado em 10/11/2015 • Notícias

Em plena crise econômica no Brasil, o grupo suíço Nestlé anunciou nesta quinta-feira que sua subsidiária Galderma, especializada em cuidados com a pele, iniciou o investimento de R$ 200 milhões na construção de uma nova fábrica no país “para atender a crescente demanda”.

A produção no país faz, de fato, parte da estratégia do grupo suíço de substituir importações, ainda mais num cenário de real desvalorizado que pode ter vindo para ficar um bom tempo. Boa parte dos produtos da Galderma vendidos no Brasil são importados e atendem as classes A e B.

Com a produção local de vários itens, a empresa reduzirá custos e aumentará competitividade para continuar expandindo vendas também junto à classe C no país.

Em entrevista ao Valor, Humberto Antunes, o presidente de Nestlé Skin Health, unidade do grupo que é dona da Galderma, destacou que o mercado brasileiro é muito atrativo e o terceiro maior consumidor de produtos dermatológicos no mundo, após EUA e Japão.

“O consumidor brasileiro está mais interessado na sua competitividade, que passa pela aparência e saúde, do que com o câmbio ou a Selic [taxa de juro básica]”, afirmou o executivo. “É mais difícil ficar empregado com caspa, micose etc.”.

O investimento de R$ 200 milhões, que o Valor revelou em setembro do ano passado, será em Hortolândia (SP), onde a Galderma já tem uma pequena fábrica.

A Nestlé Skin Health comprou da IBM um grande terreno logo ao lado para construir a nova unidade, que vai aumentar a capacidade em quase dez vezes.

”A produção é principalmente para o Brasil e alguma exportação para o Cone Sul”, disse o executivo.

A nova fábrica deve começar a operar em 2018, produzindo Cetaphil, Daylong, Loceryl, Mirvaso e outros. Segundo a empresa, o investimento criará 300 empregos diretos e 450 indiretos na região e vai triplicar sua mão de obra na área.

O Brasil era o país onde a Galderma tinha sua segunda maior subsidiária, mas foi superado pela China. O crescimento médio anual no Brasil foi de 23% nos últimos cinco anos.

Este ano, a Galderma registra um crescimento de vendas de 20% no país no segmento de tratamentos estéticos e corretivos, o que inclui itens como seu próprio “botox” (Dysport e Restylane). Na verdade, a penetração de seus produtos no mercado brasileiro ainda é baixa e a expectativa é de continuar expandindo.

Os produtos de venda livre também aumentam significativamente suas vendas. Humberto Antunes nota que produtos que necessitam de prescrição médica “deram uma parada este ano”.

A Galderma está lançando no Brasil a linha de produtos da Innéov, empresa que passou a controlar inteiramente desde o fim de junho.

Fonte: Valor Econômico

Mais notícias e eventos