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Johnson & Johnson seleciona start-up para desenvolver pesquisa nos EUA

Publicado em 14/09/2015 • Notícias

A Janssen, unidade farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, vai selecionar uma start-up da América Latina para passar um período de seis meses desenvolvendo pesquisa em um dos laboratórios da empresa nos Estados Unidos.

Podem candidatar-se no concurso “”Quick Fire Challenge”” start-ups que atuem com inovação em saúde. A Janssen busca principalmente negócios que desenvolvam soluções nas áreas de neurociência, imunologia, oncologia, cardiovascular, metabolismo e doenças contagiosas e vacinas.

Os critérios de avaliação são uma necessidade médica ainda não solucionada, experiência prévia da equipe, além de consistência do projeto em si. Por isso, quem já tem investidores sai na frente, como espécie de fiador de que o negócio é viável, explica Chelsea Hewitt, diretora de marketing do JLabs, incubadora do grupo.

O vencedor terá direito a passar um semestre na incubadora, na Califórnia (EUA). A start-up não recebe investimento da Johnson & Johnson, mas tem acesso a toda a infraestrutura do laboratório.

A ideia é que pesquisadores possam utilizar equipamentos que de outra forma seria impossível, em razão do custo alto. Uma das máquinas disponíveis, por exemplo, é um NMR (ressonância magnética nuclear), cujo preço de compra é US$ 500 mil e, de manutenção, US$ 40 mil ao ano, diz Hewitt.

As inscrições começam em outubro deste ano e vão até 18 de janeiro de 2016. O vencedor será anunciado no dia 2 de março. Os interessados podem se cadastrar no site jlabs.jnjinnovation.com (em inglês).

JLABS

O projeto começou em 2012 e atualmente possui laboratórios em San Diego e San Francisco, mas há previsão de expansão para Boston e Houston. Há cerca de 50 start-ups em San Diego.

O modelo é “”sem amarras””, ou seja, o empreendedor não tem nenhuma obrigação com a Johnson & Johnson e, caso queira, pode inclusive vender seu produto para uma outra empresa.Uma das start-ups que participam da incubadora é a Dermala, que desenvolve produtos para tratamento de doenças e problemas de pele com base no microbioma (bactérias) da pele humana. Segundo Lada Rasochova, esse tipo de utilização para combater problemas como acne é inédito.

Fonte: Folha de S.Paulo / site

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