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Menos americanos estão agora sem seguro saúde

Publicado em 16/09/2015 • Notícias

A fatia da população dos EUA sem seguro médico caiu de 13,3%, em 2013, para 10,4% em 2014, um reflexo da entrada em vigor no ano passado da reforma do sistema de saúde, a chamada Obamacare. O número de pessoas sem cobertura de saúde recuou quase 9 milhões, indo para 33 milhões, num ano em que a renda e a taxa de pobreza do país não tiveram alterações “”estatisticamente significativas””, segundo o Escritório do Censo dos EUA.

A parcela dos pobres ficou em 14,8%, o equivalente a cerca de 47 milhões de pessoas. O fato de essa fatia não ter caído é sinal de que recuperação da economia não tem sido forte o suficiente para melhorar as condições de vida de uma parte considerável da população.

Para Robert Greenstein, presidente do Centro de Prioridades sobre Políticas e Orçamento (CBPP, na sigla em inglês), os números deixam claro o impacto da reforma do sistema de saúde, uma das principais marcas do governo do presidente Barack Obama e duramente combatida pela oposição republicana. Segundo Greenstein, foi a maior queda registrada num ano desde 1987, considerando dados do censo e outras pesquisas.

“”Tanto a cobertura de saúde privada quanto a oferecida por programas públicos, como o Medicaid [voltado para os mais pobres], cresceram de modo robusto em 2014″”, escreveu. “”Os novos dados mostraram que 90% da população – e 94% das crianças – tiveram seguro de saúde no ano passado.””

As informações indicam que o objetivo do Obamacare, de ampliar a cobertura do sistema de saúde, deu resultado. Segundo o Centro para o Progresso Americano, os dados confirmam, pela primeira vez, que a fatia da população sem seguro médico caiu em todos os 50 Estados e em Washington. Greenstein ressalta que o aumento da cobertura foi mais forte nas 25 unidades da federação que expandiram o Medicaid sob as regras da reforma do sistema de saúde.

Os números sobre a pobreza, por sua vez, mostram um quadro menos animador. No ano passado, havia 46,7 milhões de pessoas classificadas como pobres, o equivalente a 14,8% da população. O economista Chris Christopher, da IHS Global Insight, nota que esa taxa ficou estatisticamente inalterada pelo quarto ano seguido. Segundo o Escritório do Censo, a linha da pobreza é definida como uma renda inferior a US$ 24 mil por ano para uma família com dois filhos.

Já a renda mediana por domicílio ficou em US$ 53.657 em 2014, também no mesmo nível de 2013, ajustada pela inflação. Ela ainda está 6,5% abaixo do nível registrado em 2007, antes do agravamento da crise financeira global.

“”A falta de melhora do nível de pobreza e da renda reflete, em parte, os limites da recuperação do mercado de trabalho, assim como o aumento expressivo da desigualdade de renda na última década e meia, embora ela não tenha crescido entre 2013 e 2014″”, avaliou Greenstein. Para Christopher, a renda vai começar a subir neste ano, devido à criação relativamente forte de empregos, a inflação modesta e o avanço mais expressivo dos salários. Ainda assim, deve atingir só em 2019 o nível de antes da crise.

Fonte: Valor Econômico

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