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Multinacionais apostam na tropicalização de equipamentos

Publicado em 17/06/2015 • Notícias

Ainda carente de investimentos, o setor brasileiro de hospitais despontou como um mercado promissor para multinacionais fornecedoras de equipamentos, que apostam na adaptação de máquinas para a demanda local.

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“”É um trabalho que visa melhorar a eficiência dos hospitais, oferecendo apenas as funções que cada instituição precisa, sem desperdício””, diz Carlos Goulart, presidente-executivo da Abimed (associação que reúne a indústria de produtos para saúde).

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Um exemplo é o lançamento de um tomógrafo móvel pela Siemens e pela empresa de furgões Truckvan, há cerca de um mês. O equipamento é produzido no Brasil.

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“”Pelas dimensões continentais, é difícil que todos os municípios tenham esse porte de tecnologia em seus hospitais. A ideia é atender diferentes localidades com um único equipamento””, diz Cláudio Campos, gerente da unidade de tomografia computadorizada da Siemens.

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Segundo ele, a pressão por custo-benefício é maior no Brasil do que nos Estados Unidos ou na Europa.

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“”A remuneração por exames é menor no Brasil, ou seja, os custos precisam ser menores. Recentemente, isso se intensificou por causa da desvalorização cambial, que tem impacto nas peças importadas, e do encarecimento da energia””, diz Campos.

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O braço de saúde da multinacional GE expandiu a sua carteira de clientes no país após a empresa iniciar fabricação nacional, em 2010, em Contagem (MG), com a produção de raio-x.

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Desde então, a unidade progressivamente introduziu a produção de tomografias, arcos cirúrgicos, ressonâncias e adicionou a linha de ultrassom em 2014.

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O resultado foi uma expansão das vendas a hospitais fora do eixo Rio-SP, impulsionadas pelas linhas de crédito Finame, do BNDES, segundo Daurio Speranzini Júnior, presidente da GE Healthcare na América Latina.

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“”Os equipamentos que fazem parte da linha de crédito contam com taxas de juros de 7% e 9% ao ano. São atrativas se comparadas aos 16% a 23% de juros ao ano praticados pelos bancos comerciais””, diz Speranzini Júnior.

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FINANCIAMENTO

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Segundo o BNDES, os equipamentos para diagnóstico por imagem, que possuem custo unitário alto, apresentaram as maiores taxas de crescimento nos financiamentos nos últimos anos.

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Do total de ressonâncias da GE produzidas no Brasil em 2014, apenas 27% destinaram-se ao eixo Rio-SP, um índice que já chegou a ser 70%.

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Entre seus clientes, estão instituições públicas e privadas de Estados como Maranhão, Piauí e Tocantins. São, em geral, compradores da primeira ressonância. Para tais regiões, a demanda maior é por máquinas equipadas com softwares mais básicos, e, portanto, de menor custo.

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“”Com o tempo, entendemos que esse era um público que não precisava só de equipamentos, mas também de treinamento para utilizá-los””, afirma o executivo da GE.

Fonte: Folha de São Paulo

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