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Nanotecnologia brilha na área médica e da saúde

Publicado em 19/11/2015 • Notícias

É tudo muito menor do que o mínimo. Na aparência, no entanto, os produtos que utilizam a nanotecnologia são comuns e a maioria das pessoas nem sabe que os usa. A técnica já é aplicada na medicina, na eletrônica, na engenharia dos materiais, na química, na biologia, para citar alguns. Produtos cotidianos como pasta de dentes, filtro solar, creme hidratante e até curativos podem ser nanotecnológicos. Como também o para-choque dos automóveis.

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E há muito mais por vir. A área da saúde e da medicina é um dos focos principais das pesquisas com a técnica. O Laboratório Cristália, por exemplo, desenvolveu uma cápsula para administrar vacinas não por injeção, mas por via oral. Uma nano esponjinha leva o antígeno pelo tubo digestivo, sem irritá-lo, e então estimula o desenvolvimento de anticorpos. Além de mais fácil de ser administrada, a vacina encapsulada pode ser mais barata, garante Ogari Pacheco, presidente do Cristália.

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A cápsula ainda passa por estudos clínicos, e a mais avançada para entrar no mercado é a vacina contra hepatite C. O laboratório, que há cerca de sete anos faz pesquisa com nanotecnologia, também está desenvolvendo uma nano emulsão que aumenta a velocidade de absorção de anestesia. Essa anestesia, segundo Pacheco, tem uma carga lipídica muito menor e, portanto, é interessante para pacientes com altas taxas de colesterol, por exemplo. A vacina foi pesquisada em colaboração com o Instituto Butantan. Já o anestésico, totalmente desenvolvida nos laboratórios do grupo. “A nanotecnologia é uma ferramenta importante e agrega muitas possibilidades de desenvolvimento”, diz Pacheco.

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A nanotecnologia entrou nos laboratórios de O Boticário em 2002. A pesquisa foi evoluindo e em meados de 2008 o grupo lançou os primeiros produtos com a tecnologia. Na unidade de negócios O Boticário e Eudora, hidratantes têm moléculas funcionais que fazem com que o creme penetre mais profundamente na pele. “A eficácia é percebida tanto pela consumidora quando instrumentalmente”, diz Gustavo de Campos Dieamant, gerente de pesquisa científica e tecnológica do grupo.

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Entusiasmado com as possibilidades da nanotecnologia, o grupo vem investindo nas pesquisas, na compra de equipamentos. Produtos nanotecnológicos para cabelo também podem chegar ao mercado. O Boticário costuma analisar as tendências em cenários de cinco a dez anos, e a nanotecnologia aparece sempre, afirma Dieamant. “Sem dúvida identificamos a nanotecnologia como tendência, por sua performance e pelos benefícios que traz”, diz.

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“As empresas têm se interessado pela nano como tecnologia habilitadora, pela diferenciação que traz na performance do produto”, confirma Maria Luisa Campos Machado Leal, diretora de desenvolvimento tecnológico e Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). No Brasil, segundo ela, os setores que têm mais utilizado a técnica são o de químicos, de metal, borracha e plástico.

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Há também as áreas da saúde e odontológica, a agrícola e de alimentos. Segundo estimativa da ABDI, há cerca de 200 produtos nanotecnológicos de medicina no País.

Fonte: Valor Econômico

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