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Para crescer 30%, One Health, da Amil, busca cliente fora de São Paulo

Publicado em 30/08/2015 • Notícias

A One Health, unidade de planos de saúde premium da Amil, aposta em mercados fora do eixo Rio-São Paulo para atingir a meta de crescimento de 30% neste ano, mesmo com a economia brasileira andando para trás. Hoje, 95% de sua carteira de 105 mil vidas está nesses dois Estados. Na mira estão Belo Horizonte, Curitiba e Distrito Federal, além de capitais do Nordeste como Recife, Fortaleza e Natal.

O público-alvo é o segmento corporativo. “”As grandes empresas utilizam o produto [plano de saúde premium] para reter talentos e altos executivos, que acabam atraídos por esses diferenciais””, afirmou Sérgio Ricardo de Almeida Santos, diretor-executivo da One Health.

De acordo com Santos, o número de clientes da unidade cresceu 29% no ano passado. A carteira inclui também os clientes da Lincx, uma das principais operadoras de alto padrão do país, que foi comprada pela Amil em 2011. Desde outubro de 2012, o grupo Amil é controlado pela americana United Health.

“”Há um mercado que busca diferenciação e conveniência e que ainda não saturou. Então, o potencial de crescimento é real e deve permanecer por um bom período, mesmo havendo essa retração””, afirmou o executivo. Entre os diferenciais em relação a planos menos sofisticados, ele citou cobertura abrangente no exterior, facilidade de reembolso e acesso a hospitais de referência. Seu principal concorrente nesse nicho é a Omint, que conta com cerca de 120 mil vidas.

Os planos de crescimento da One Health não preveem mais aquisições, apenas a atração de novos clientes. Em maio de 2011, a Amil comprou a Lincx e incorporou os seus 20 mil usuários, mantendo a marca. O segmento foi alocado em uma unidade separada, junto com os planos premium One Health, que tinham sido lançados um ano antes pela Amil. Hoje, dos 105 mil usuários dessa divisão, 82 mil têm planos Lincx (que continua sendo vendido) e 23 mil têm convênios Black, da própria One Health.

Santos diz que a disparada do dólar em 2015 tem afetado as operações e obriga a unidade a buscar alternativas para reduzir gastos e não repassar a alta de custos para o cliente. “”Isso é natural do mercado e nós nos preparamos para melhorar a eficiência das operações””, disse.

No ano passado, a Amil registrou em seu balanço prejuízo de R$ 259,4 milhões, o que representou quase sete vezes mais do que o apurado em 2013. O diretor da One Health, no entanto, descarta qualquer influência dos resultados ruins: “”São operações separadas””, disse, sem informar números específicos da unidade. O faturamento do grupo Amil é publicado de forma consolidada, sem o detalhamento por segmentos.

Fonte: Valor Econômico

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