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Pesquisadores investigam se cheiro serve de alerta para indicar Parkinson

Publicado em 10/11/2015 • Notícias

Pesquisadores britânicos estão tentando confirmar o que pode ser uma novidade importantíssima na tentativa de retardar os efeitos do Parkinson. A suspeita é que um determinado cheiro seja o aviso sobre o risco de desenvolver a doença.

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A enfermeira aposentada Joy Milne, literalmente, farejou alguma coisa errada no marido. O odor estranho apareceu seis anos antes de ele ser diagnosticado com Parkinson, a doença degenerativa que tem, como sintoma mais conhecido, os tremores nas mãos. Joy só se deu conta de que aquele cheiro poderia estar ligado à doença quando visitou um centro de tratamento de pacientes de Parkinson. Todos tinham o mesmo odor.

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“Era mais forte em alguns, mais fraco em outros. E eu conseguia identificar em quais deles a doença estava controlada, se estava ficando pior e se a medicação estava funcionando”, diz Joy Milne.

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Cientistas já sabiam da capacidade de cães farejarem doenças. Um estudo britânico mostrou que cachorros treinados podem detectar câncer de próstata com 93% de acerto. Que os humanos podem ter essa habilidade, é um tanto inusitado. Mas a maior organização de estudo sobre Parkinson do Reino Unido levou a sério a história.

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A organização está investindo em uma pesquisa para saber se o cheiro realmente serve de alerta, para poder tratar a doença muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

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“O diagnóstico precoce é muito eficiente no tratamento, por isso uma descoberta como essa pode ser muito útil”, diz a pesquisadora Perdita Barran.

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Os pesquisadores acreditam que a doença pode causar mudanças no óleo criado pelas glândulas sebáceas, criando pequenas moléculas que são emitidas pela pele e captadas por quem tem olfato muito apurado.

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O marido de Joy já morreu, mas a habilidade olfativa dela pode ajudar muitos outros pacientes.

Fonte: G1 – Jornal Nacional

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