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ABIMED reforça importância da tecnologia para a saúde em debate na CASCÂNCER

Publicado em 05/12/2025 • Notícias • Português

No dia 2 de dezembro, a Subcomissão Temporária do Senado Federal dedicada ao combate ao câncer (CASCÂNCER), presidida pela senadora Dra. Eudócia de Araujo Caldas (PL/AL), realizou uma audiência para discutir os principais desafios do acesso a terapias, vacinas, medicamentos e tecnologias em saúde. Criada com prazo de atuação de 180 dias, a subcomissão tem a finalidade de debater, apreciar e elaborar propostas sobre regulamentação, financiamento e desenvolvimento de soluções de alto custo para prevenção e tratamento dos diferentes tipos de câncer. A iniciativa busca integrar especialistas, gestores públicos, entidades da sociedade civil e representantes do setor produtivo para avançar em políticas estruturantes.

O encontro contou com a participação de gestores do Ministério da Saúde, lideranças de hospitais de referência, organizações de pacientes e representantes da indústria. Estiveram presentes Ana Carolina de Freitas Lopes, coordenadora de Monitoramento de Tecnologias em Saúde da SCTIE; Dra. Maria Del Pilar Esteves, diretora do Corpo Clínico do ICESP; Helena Esteves, gerente de Advocacy do Instituto Oncoguia; Felipe Dias Carvalho, diretor regional de Brasília da ABIMED; Gabriele Luiz Neves Alves, coordenadora de Pesquisa e Informação em Saúde da FEMAMA; Iriana Custódia Coque, vice-diretora da AMUC; Helaine Capucho, diretora de Acesso ao Mercado da Interfarma; e Dr. Roger Miyake, diretor de Acesso e Relações Governamentais da Bristol Myers Squibb (BMS Brasil).

Na abertura, a senadora Dra. Eudócia lembrou que, no câncer, o tempo faz diferença real na vida das pessoas. Por isso, destacou a importância de reduzir os intervalos entre o registro dos medicamentos, sua avaliação, incorporação e, finalmente, a chegada ao paciente. Ela também chamou atenção para o impacto do diagnóstico tardio, que ainda é uma realidade para grande parte da população, e para as desigualdades regionais que tornam o acesso ao cuidado tão desigual. Segundo a senadora, melhorar a integração entre Anvisa, CONITEC, Ministério da Saúde e Parlamento é essencial para mudar esse cenário.

Durante a audiência, os especialistas apresentaram dados que evidenciam esse ponto. Instituições de referência como o ICESP mostraram como a maioria dos pacientes chega aos serviços em estágio avançado, o que reduz as chances de tratamento bem-sucedido e aumenta os custos para o sistema. Representantes da sociedade civil relataram atrasos frequentes na linha de cuidado, enquanto especialistas do Ministério da Saúde e da indústria abordaram os desafios regulatórios e orçamentários que dificultam a oferta de novas tecnologias no SUS.

A ABIMED contribuiu com análises sobre o papel dos dispositivos médicos em toda a jornada oncológica, desde a detecção precoce até o tratamento de alta complexidade e à reabilitação. A entidade também chamou atenção para os vazios assistenciais que ainda limitam o acesso a exames como PET-CT, ressonância e tomografia, além da necessidade de ampliar equipamentos de radioterapia e cirurgias de alta precisão. Outro ponto reforçado foi o uso de evidências do mundo real para embasar decisões de avaliação de tecnologias em saúde, trazendo mais agilidade e segurança para o processo.

A CASCÂNCER segue em atividade e deve consolidar, nos próximos meses, um conjunto de propostas para modernizar fluxos regulatórios, fortalecer o financiamento e melhorar o acesso a terapias e tecnologias oncológicas. Ao participar do debate, a ABIMED reafirma seu compromisso em contribuir para soluções que ampliem o acesso, promovam eficiência e garantam mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos em todo o país.

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