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Videocast FIA | Diálogos ABIMED promove diálogo sobre meio ambiente e saúde

Publicado em 25/02/2026 • Notícias • Português

Episódio discute as mudanças climáticas e seus impactos na saúde, capacidade operacional do sistema de saúde diante de eventos extremos e articulação de políticas públicas.

 

A ABIMED vem conduzindo com a Fundação Instituto de Administração (FIA) uma série de videocasts que debatem o setor de saúde, com principal intuito de promover o alinhamento entre os diferentes elos da cadeia produtiva da saúde, envolvendo o setor público e privado, na consolidação de um compromisso comum: construir um modelo sustentável que fortaleça e impulsione o setor de saúde.

Em fevereiro foi ao ar o terceiro episódio da série, que debateu os impactos climáticos na saúde. O debate contou com as considerações da Gerente de Divisão de Mudanças Climáticas da CETESB, Danielle Coimbra, e do Presidente do Conselho Projeto Hospitais Saudáveis, Vital Ribeiro. Eles debateram os impactos climáticos na saúde, com moderação de Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED.

O debate traz a necessidade de integração entre políticas públicas, ciência, inovação, indústria e regulação, destacando o papel do Brasil no debate internacional e a importância de estratégias de mitigação e adaptação climática para preservar a qualidade de vida da população.

Ao trazer a perspectiva da saúde para a agenda climática, Vital Ribeiro abordou os impactos diretos e indiretos das mudanças do clima sobre a população. Ele destacou eventos climáticos extremos que marcaram o ano de 2025 no Brasil, como as enchentes no Sul do país e os períodos de seca no Norte, evidenciando os desafios enfrentados pelo sistema de saúde diante de crises ambientais. Nesse contexto, ressaltou a importância de fortalecer a capacidade de resposta do sistema, em especial do Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a maior parte da população e precisa estar preparado para situações emergenciais.

Além disso, Danielle pauta o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC), que integra a Estratégia Climática do Estado de São Paulo. O plano foi dividido em alguns eixos e um deles traz a questão da saúde, com foco para além da saúde do ser humano, englobando a interação com o meio ambiente, a segurança alimentar e a justiça climática.

O debate traz a importância de entender a crise enquanto planetária, sendo  necessário entender seus impactos de forma  integrada. Nesse sentido, as transformações ambientais não ficam restritas ao meio ambiente, as consequências das mudanças climáticas geram impactos em diversos âmbitos, como é o caso da saúde.

A cooperação internacional também é um fator a ser considerado, já que as disparidades de emissões de efeito estufa são consideráveis olhando de um país para outro. Países menores que realizam menos emissões conseguem controlar e dar continuidade com a redução, entretanto sem o comprometimento de países com maior número de emissões, as mitigações acabam por não ser efetivas e perdem seu efeito de controlar o avanço do aquecimento global.

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