Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

ABIMED apoia pesquisa inédita sobre percepção da corrupção na saúde

Publicado em 25/06/2026 • Notícias • Português

A corrupção é um grande problema dentro do setor. Nove em cada dez profissionais e usuários do sistema de saúde brasileiro enxergam essa realidade. É o que mostra a pesquisa “Indicadores da Percepção da Corrupção no Setor da Saúde”, da FGVethics e da FGV Saúde, em parceria com o Instituto Ética Saúde (IES). O estudo foi apresentado em São Paulo no dia 27 de maio e, na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 3 de junho e ouviu profissionais de hospitais públicos e privados, indústria, operadoras, órgãos reguladores e usuários do sistema. 

O dado mais expressivo separa percepção por origem. Entre os entrevistados, 92,5% afirmam perceber corrupção nas instituições públicas de saúde e 88,4% identificam o mesmo nas instituições privadas. A proximidade entre os índices sustenta a leitura central do estudo: a corrupção é percebida em toda a cadeia, não apenas em uma ponta.

No total, 66,8% classificam a corrupção na saúde como alta e outros 21,5% a consideram moderada. A pesquisa ouviu profissionais de hospitais públicos e privados, indústria, distribuidores, operadoras, órgãos reguladores, médicos, enfermeiros, auditores e usuários do sistema.

A professora Ligia Maura Costa, coordenadora da FGVethics e responsável pela apresentação técnica, explicou que o estudo cruza a percepção com relatos de experiências. “A corrupção é sistêmica. Ela não está apenas no setor público. Os resultados mostram que ela também é percebida de forma significativa no setor privado, o que exige ações de enfrentamento em toda a cadeia da saúde”, afirmou.

A dimensão concreta também aparece. Entre os participantes, 63,6% disseram já ter vivenciado, testemunhado ou tomado conhecimento de situações reais de corrupção. As mais citadas foram favorecimento em contratações, conflitos de interesse, influência indevida na prescrição de medicamentos e realização de exames e procedimentos desnecessários.

O levantamento mapeou as áreas mais vulneráveis. Licitações e contratos públicos, compras hospitalares, órteses, próteses e materiais especiais (OPME), relações entre os setores público e privado e processos de distribuição e logística concentram os maiores riscos apontados pelos respondentes.

Para reduzir o problema, os participantes indicaram prioridades como o fortalecimento dos sistemas de monitoramento, ampliação da transparência e da prestação de contas, programas de integridade e compliance, proteção a denunciantes e auditorias internas regulares. Os organizadores informaram que o estudo será replicado nos próximos anos, para acompanhar a evolução dos indicadores e formar uma série histórica.

Para acessar a pesquisa completo clique aqui https://www.eticasaude.org.br/nucleo-tecnico-ies/pesquisa.php?pesquisa=indicadores-de-percep%C3%87%C3%83o-de-corrup%C3%87%C3%83o-no-setor-da-sa%C3%9Ade&token=a3a4be466a

Mais notícias e eventos