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Atraso nas pesquisas

Publicado em 01/06/2016 • Notícias

A falta de uma parceria mais robusta entre as instituições de pesquisa tecnológica brasileiras e a iniciativa privada vem causando sérios entraves para o desenvolvimento de projetos científicos no país. Se não encontrar fórmulas para conseguir recursos e não se aproximar verdadeiramente das empresas particulares, a pesquisa no Brasil continuará não conseguindo transformar em produtos lucrativos e inovadores todas as ideias colocadas sobre as mesas dos pesquisadores.

Como em outros setores da economia, a burocracia e a falta de agilidade em levantar financiamento para parcerias público-privadas são responsáveis pelo fraco desempenho do país na área. Ninguém duvida serem importantes os financiamentos públicos para a criação de tecnologias avançadas e inovadoras, mas as pesquisas devem, em certa medida, se autofinanciar, principalmente com a venda de serviços a empresas, para atingirem o nivel de sofisticação desejado.
Nenhum país atingirá o pleno desenvolvimento na pesquisa tecnológica aplicada — a que gera produtos para a sociedade — sem um forte investimento na etapa básica. As fundações vinculadas ao poder público cumprem esse papel, mas quanto mais se aproximarem das empresas, maiores serão as probabilidades de geração de produtos inovadores que contribuirão para o crescimento econômico.

Essa produção científica ainda é pequena porque a iniciativa privada mostra-se tímida na aproximação com os órgãos públicos de fomento. Os especialistas envolvidos com a pesquisa científica devem dispender todos os esforços para encontrar uma forma de trabalho que facilite as parcerias. Iniciativa nesse sentido já vem sendo tomada por instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social ligada ao governo federal, e as fundações estaduais.

Outra questão preocupante é que raramente os institutos de pesquisa brasileiros procurarm uma empresa com o produto pronto para entrar na linha de produção. Geralmente, acontece o caminho oposto: a empresa procura o órgão de pesquisa com uma demanda específica e aí as soluções são encontradas e podem gerar produtos. Mas então surge outro problema. São poucos os empreendedores que querem apostar na sua linha de montagem e posterior comercialização.

Pesquisadores insistem na tese de que é impossível pensar em inovação teconológica sem o apoio do Estado, mas também de que é possível conseguir formas de financiamento para pesquisas sem a participação do Estado. E o poder público e a iniciativa privada não dispõem de muito tempo para se unir e enfrentar de frente esse desafio.

Fonte: Correio Braziliense

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