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Aumenta a procura pelos serviços públicos de saúde em São Paulo

Publicado em 26/01/2016 • Notícias • Português

Com os números negativos, tem mais gente usando o serviço público de saúde em São Paulo e a espera para marcar consulta e exame só aumenta.
Mais de 80 dias para conseguir ver um médico. Tem até grávida na fila. Um desespero ver a hora do parto chegar e não conseguir ser atendida pelo médico.
Uma pesquisa de uma ONG constatou que aumentou o tempo para conseguir uma consulta, sem falar da insatisfação dos pacientes.
A gravidez do Gabriel foi tranquila. Naquela época, Elizabete Ramos Tiago trabalhava, tinha plano de saúde, fez todo o pré-natal com médico particular. E o parto foi em um hospital privado.
Agora, quem está a caminho é o Rafael, mas como ela perdeu o emprego, teve que voltar para o sistema público. “Eu só sei que ele está bem porque ele mexe. Já era para ter passado por duas consultas”, conta a dona de casa.
Um levantamento feito pela Rede Nossa São Paulo na capital mostra que 74% dos entrevistados usaram algum tipo de serviço de saúde pública nos últimos 12 meses. Na pesquisa anterior eram 72%. O tempo de espera para consultas subiu de 56 para 82 dias. Para exames, passou de 78 para 98 dias e para procedimentos mais complexos, foi de 169 para 186 dias.
“As pessoas perdem emprego, perdem seguro saúde empresarial, vão ao serviço público e acaba também pressionando a espera pelo atendimento no serviço público”, diz o coordenador executivo da Rede Nossa SP, Maurício Broinizi Pereira.
A equipe do Bom Dia Brasil foi a uma Unidade Básica de Saúde conversar com as pessoas para saber como anda o atendimento. No local, as reclamações são frequentes.
Os pacientes disseram ter dificuldade para agendar um horário com o médico e não sabem o que vão fazer sem conseguir os exames necessários.
Dona Antonia dos Santos está com dor abdominal desde abril. E precisa fazer um ultrassom. “Tem seis meses que eu estou esperando. Agora que eu consegui ainda para fevereiro, dia 22 de fevereiro eu vou fazer esse exame”, diz a manicure.
A filha dela saiu do emprego no começo do ano passado, depois que começou a ter taquicardia. Achava que era estrese. Mas o coração continua disparando, só que agora ela não tem mais o seguro médico.
“Eu estou esperando um clínico para ele poder me encaminhar para o cardiologista. Só que outras pessoas que passam já falaram que estão esperando um cardiologista há mais de um ano”, diz Maiara Aparecida dos Santos.
A fila do cardiologista é mesmo longa em uma UBS. “Tenho problema de hipertensão e eles marcaram para julho. Fazer o quê? É, Deus. É orar para Deus”, lamente o técnico de refrigeração Matheus de Paula.
A Secretaria Municipal de Saúde diz que o número de consultas ofertadas na atenção básica e também com especialistas aumentou no ano passado.
A prefeitura também diz que o tempo médio para marcação de consultas, no ano passado, passou de 46 para 48 dias. Depois da reportagem, Elizabete, a grávida, conseguiu agendar uma consulta para semana que vem.

Fonte: G1 – Bom dia Brasil

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