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Cadastro de especialidades tem acordo

Publicado em 21/08/2015 • Notícias

Depois de momentos de tensão na semana passada, governo e entidades de classe chegaram a um acordo sobre as regras para criação do Cadastro Nacional de Especialistas. O novo texto, que deverá ter os detalhes finais acertados no início da próxima semana, foi acordado em reunião entre integrantes dos Ministérios da Saúde e da Educação e entidades médicas. A versão que será apresentada atende às reivindicações de associações e retira o artigo,considerado polêmico, que permitia a criação de critérios de equivalência entre cursos de especialidade médica e acadêmicos.
“A ideia era permitir que títulos de especialidades,com algumas alterações, pudessem também ser aproveitados para obtenção de títulos de mestrado e doutorado, não o oposto”, afirmou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Heider Pinto. “Para evitar confusões, isso foi retirado.” O diretor da Associação Médica Brasileira, Diogo Sampaio, disse estar satisfeito com as alterações.
Prevista na Lei do Mais Médicos, a criação do cadastro de especialistas foi feita por meio de um decreto, publicado há duas semanas. A versão inicial, no entanto, irritou entidades médicas que viram no texto uma série de brechas para que o governo ampliasse seus poderes na regulação dos cursos de especialidades médicas.
Decretos. Diante do descontentamento das entidades, um decreto legislativo foi apresentado para anular os efeitos do decreto presidencial. A proposta não chegou a ser votada. O ministro da Saúde,Arthur Chioro, negociou com o setor e com parlamentares,um grupo de trabalho foi criado e a nova versão do texto, foi agora acordada. “O importante é termos a adesão de todos”, disse Pinto. A nova versão do texto prevê um cadastro com base de dados distintas.Em uma delas, ficarão contidas as informações sobre especialidades.
Em outra, os dados sobre títulos acadêmicos.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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