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Grupo Dasa volta às compras após 5 anos

Publicado em 23/06/2016 • Notícias

Após cinco anos sem aquisições, a Dasa anunciou ontem a compra do Laboratório Gaspar, localizado no Maranhão, por R$ 59,4 milhões. Maior empresa de medicina diagnóstica do país, a Dasa tem quase 100% do capital nas mãos do empresário Edson Bueno, fundador da operadora de planos de saúde Amil.

A aquisição marca ainda a entrada da Dasa no Maranhão e amplia a presença no Nordeste, onde tem unidades distribuídas no Ceará, Pernambuco e Bahia. Já no Norte do país, a rede não possui nenhum laboratório, sendo que a maior concentração está em São Paulo e Rio de Janeiro, praças com 325 unidades.

Em 2010, a Dasa fez uma fusão com a empresa de medicina diagnóstica fundada por Bueno, a MD1. Desde então, a companhia interrompeu as aquisições de outros laboratórios até que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desse seu parecer sobre a fusão. Em meados de 2011, a Dasa anunciou a compra do laboratório Cytolab, mas o negócio foi fechado porque as negociações começaram antes da associação com a MD1.

O Cade aprovou a fusão, mas determinou a venda dos laboratórios ProEcho e Lafê que foi efetivada em dezembro de 2014. No entanto, logo após a autarquia dar seu parecer, Bueno fez uma Oferta Pública de Ações (OPA) para adquirir o controle da Dasa. A OPA gerou embates acalorados entre o empresário e acionistas contrários à transação. Na época, os fundos Tarpon, Oppenheimer e Petros detinham 27% do capital da Dasa e Bueno, 26%. O acordo inicial impunha uma série de restrições para que o empresário não aumentasse sua fatia, tendo em vista que era CEO da Amil e acreditava-se que poderia haver conflito de interesse.

A Dasa também passou por uma forte reestruturação operacional, com investimentos em plataforma tecnológica, contratação de médicos, reforma de unidades e compra de equipamentos médicos. Em 2015, o lucro líquido da Dasa caiu 70,7% para R$ 24,2 milhões e o faturamento cresceu 5% para R$ 3,1 bilhões. Nos três primeiros meses de 2016, o lucro líquido foi R$ 3,8 milhões, bem acima dos R$ 296 mil registrados um ano antes.

O presidente da Dasa é Pedro Bueno, filho do empresário. Pedro tem passagens pelo BTG e pela gestora de recursos da família, que administra uma rede de hospitais e outros ativos na área da saúde.

Fonte: Valor Econômico

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