Presidente da ABIMED alerta para impacto de novas tarifas em equipamentos médicos
Publicado em 08/05/2026 • Notícias • Português
O presidente-executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, alertou nesta sexta-feira (8) que o aumento das alíquotas de importação de equipamentos médicos pode comprometer o atendimento em hospitais públicos e privados de todo o país. A declaração foi dada em entrevista ao programa Hora News, da Record News.
Em fevereiro de 2026, a Resolução GECEX nº 852/2026 reduziu os benefícios dos ex-tarifários, regime que concede redução de impostos a produtos sem similar fabricado no Brasil. Produtos com alíquota zero passaram para 7,2%, outros de 7,2% foram para 12,6%, e parte deles chegou a até 20%.
Para Silveira Filho, o impacto chega por dois caminhos. O primeiro é o custo das novas tarifas que são incorporadas no momento da importação e repassadas ao longo da cadeia. O segundo é operacional, em que contratos em andamento, licitações públicas e negociações de fornecimento ficam sujeitos a interrupções e atrasos no abastecimento.
A ABIMED pediu revisão das medidas ao MDIC e à Camex, com foco nos itens que comprovadamente não têm produção similar no Brasil. Para a associação, a revisão é necessária para preservar o acesso da população a tecnologias que não são fabricadas no país e que não têm substituto nacional disponível.
Segundo o DATASUS, foram realizados 14,9 milhões de procedimentos pelo SUS em 2025, e todos envolveram algum dispositivo ou equipamento médico. O dado reforça o argumento da associação pela revisão dos impostos.
A entrevista completa está disponível no canal da Record News no YouTube.