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Painel Abimed na Hospitalar

Publicado em 18/05/2015 • Notícias

Inovações médicas têm gerado benefícios comprovados para pacientes e para a elevação do padrão de cuidados médicos no país, mas seu uso e incorporação devem ser relevantes clinicamente e levar em conta a viabilidade econômica para otimizar recursos e ampliar o acesso a novas tecnologias. Esta é uma das principais conclusões dos participantes do painel “Contribuição da inovação para a sustentabilidade do sistema de saúde”, promovido pela ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde).

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Carlos Goulart, presidente executivo da ABIMED, diz que atualmente a inovação na área da saúde é cada vez mais acelerada, colocando à disposição dos profissionais do setor e dos pacientes as mais diversas tecnologias médicas, primordiais para a prevenção e cura de doenças e para a melhoria da qualidade de vida da população.

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Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) disse que, além de barreiras burocráticas ao desenvolvimento da inovação, distorções no sistema de remuneração da cadeia de saúde também prejudicam sua incorporação.

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Na opinião de José Cechin, Diretor Executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), as despesas hospitalares têm crescido de maneira acentuada, principalmente devido ao uso de materiais, em especial de dispositivos implantáveis, ultrapassando os índices de inflação.  Segundo ele, a adoção de tecnologia deve ser precedida de uma criteriosa avaliação de custo x benefício e custo x efetividade, evitando a indicação de procedimentos inadequados.

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A relevância econômica da inovação também foi um dos pontos destacados por Oscar Porto, CEO da Medtronic. O executivo disse que é responsabilidade da indústria desenvolver tecnologias economicamente viáveis, mas ressaltou que o foco principal deve ser o paciente. Ele citou como exemplos de inovações que ampliam acesso e reduzem custos o marca-passo e o ultrassom portátil.

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Márcio Coelho, presidente da Johnson & Johnson Medical Brasil, disse que a avaliação do impacto das tecnologias no custo da Saúde deve levar em conta a ineficiência do sistema e a grande distância que separa o país do restante do mundo em inovação médica. Coelho vê as necessidades assistenciais ainda não atendidas como oportunidades para o país superar desafios e ganhar relevância na cadeia global de produção.

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A ciência e tecnologia não são incorporadas por falta de recursos, o que gera uma disparidade entre a saúde privada e a pública, segundo Angelo Vincenzo de Paola, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Ele citou vários exemplos de benefícios do avanço tecnológico na Cardiologia, entre eles a realização de cirurgias em idosos que seriam impensáveis anos atrás e que, no Brasil, ainda podem ser estendidas a maior número de pessoas.

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Na visão de Carlos Domene, presidente da SOBRACIL (Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica), a inovação tem trazido soluções para problemas reais. A integração da tecnologia digital ao processo cirúrgico e o avanço da cirurgia robótica têm possibilitado melhores resultados em áreas como a Oncologia, além da realização de procedimentos que as mãos e olhos humanos não conseguiam alcançar.  

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Fonte: Abimed e Hospitalar

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