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Saúde, beleza e esporte avançam 23,5% no semestre

Publicado em 19/08/2015 • Notícias

A autoestima está elevada. O faturamento das franquias de saúde, beleza e esporte atingiu R$ 10,3 bilhões no primeiro semestre, uma alta de 23,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Essas três categorias representaram 16% das vendas totais do setor de franchising, que cresceu 11,2% nos primeiros seis meses do ano.

Na avaliação do Departamento de Inteligência de Mercado da ABF, os consumidores têm migrado para itens mais em conta de uma mesma marca ou buscado concorrentes, porém, não abandonam seus hábitos. Ao longo dos últimos anos, os brasileiros incorporaram nas suas rotinas diversos produtos e serviços com elementos de qualidade de vida e bem estar.

O crescimento de dois dígitos dos segmentos de saúde, beleza e esporte também significa uma recuperação em relação a 2014, ano de Copa do Mundo, que teve o primeiro semestre atípico. O evento esportivo promoveu algumas categorias, porém, criou dificuldades para outras. Em 2015, muitas redes estão colocando em prática estratégias diferenciadas para fortalecer seus negócios.

A Hoken, empresa que fabrica, vende e aluga aparelhos para tratamento de água, teve um aumento no faturamento de 20% entre janeiro e julho deste ano sobre a mesma base de 2014. “”No Brasil, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a saúde. Mas este ano, a crise hídrica tem despertado uma atenção maior em relação à qualidade da água””, diz Claudio Eschecolla, diretor geral.

A rede conta com 150 lojas e até o final do ano pretende chegar a 200. A empresa colocou um plano em prática para atrair investidores. A taxa de franquia de R$ 40 mil, que era paga à vista, pode ser dividida em 40 vezes e, caso a unidade consiga atingir metas mensais de vendas, há isenção da parcela. A rede também concede desconto de 50% no estoque inicial.

Especializada em tratamentos estéticos corporais e faciais com uso de alta tecnologia, a Onodera tem apresentado desempenho positivo. Em julho, as vendas aumentaram 12% sobre o mesmo mês do ano passado. “”No semestre, não crescemos tanto quanto gostaríamos. Projetamos encerrar o ano com um aumento de 12% no faturamento, um resultado relativamente bom””, afirma Lucy Onodera, diretora geral da Onodera. A empresária comenta que o segundo semestre costuma ser mais movimentado. “”As mulheres cuidam mais da beleza, se preparam para o verão””, ressalta.

A rede tem 58 unidades em 14 Estados. Este ano, três lojas foram inauguradas e há uma quarta prestes a abrir. “”A procura dos investidores continua, mas eles demoram mais para tomar suas decisões””, diz Lucy.

A Onodera tem uma equipe de Pesquisa & Desenvolvimento e a inovação está sendo fundamental para a empresa lidar com a alta do dólar. “”As máquinas importadas encareceram muito. Então, usando os equipamentos que já temos, adotamos novas técnicas de aplicação com o uso de produtos diferenciados””, explica.

Para atrair a clientela, a Onodera intensificou promoções e campanhas. A rede também está modernizando a marca e as fachadas dos estabelecimentos. Lucy considera que a concorrência aumentou bastante nesse segmento, porém, o mercado também avança.

A Contours, rede de academias exclusivas para mulheres, teve no primeiro semestre resultado ligeiramente acima do apresentado no mesmo período do ano passado. A franqueadora intensificou as consultorias individualizadas nas unidades. “”Orientamos sobre a redução de custos de manutenção, gestão de pessoas e capacitação. Focamos na qualidade do atendimento e na retenção das alunas””, explica Patrícia Martins, diretora da Contours. Atualmente, são 32 academias. O objetivo é expandir a rede entre 15% a 20% no próximo ano.

Segundo a executiva, há muito espaço a ser ocupado. “”A concorrência é pequena porque não consideramos as academias mistas de bairro nossas competidoras””, avalia. De acordo com ela, a Contours tem expertise e equipamentos desenvolvidos para o corpo da mulher. “”Somente hoje as academias no país estão despertando para os circuitos funcionais e adotamos esse tipo de treino há dez anos””, comenta Patrícia.

Fonte: Valor Econômico

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