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Uma cartada para não perder o grau de investimento.

Publicado em 27/08/2015 • Notícias

Quem ouve o ministro da Saúde falar em fonte de financiamento pode se deixar enganar achando que o dinheiro da nova CPMF vai para o SUS, mas a realidade é que o dinheiro do orçamento que hoje chega à Saúde será substituído pela contribuição e transformado em superávit primário. E não há como dourar a pílula, nem mudando o nome do imposto.

A volta da CPMF é a cartada mais arriscada que o governo deu até agora para não perder o grau de investimento e o selo de bom pagador do Brasil. Sem mais imposto e avesso a reformas estruturais que reduzam o gasto, o governo não fecha as contas de 2016. Não alcança a meta de primário de 0,7% do PIB. E sem meta, a chance de o grau de investimento desaparecer ainda este ano é consenso na equipe econômica. “”Já quebramos o cofrinho, retiramos a última moeda e ainda faltam R$ 80 bilhões””, descreve um integrante do governo.

O caminho escolhido, no entanto, dependerá da costura política feita por um governo frágil e emparedado pelas revelações da Lava-Jato. A dificuldade não é trivial – foram oito meses de batalha para reonerar a folha de pagamentos. E mesmo assim, a presidente Dilma Rousseff achou mais fácil o caminho de uma emenda à constituição do que uma reformulação do Estado.

Fonte: Valor Econômico

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