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CMNG, do Rio, planeja duplicar laboratórios

Publicado em 03/11/2015 • Notícias

A crise econômica que está travando repasses de alguns planos de saúde para os laboratórios de diagnósticos e deve deixar praticamente estagnado o faturamento do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG) em 2015, não deve impedir a empresa fluminense de cumprir seus planos de expansão, com foco principalmente nos clientes das classes C e D.

O objetivo do médico Antonio Fernando Gonçalves da Rocha, dono do grupo fundado no início da década de 70, é dobrar para 16 o número de unidades de exames laboratoriais – com capacidade para realizar até 100 mil exames – até o início do ano que vem. Além disso, pretende inaugurar, nos próximos seis meses, um centro de imagem em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Será o décimo desse tipo no Grande Rio.

Em 2014, a receita do CMNG somou R$ 109 milhões – praticamente o mesmo faturamento esperado para este ano. A estagnação “tem relação com adimplência dos convênios, alguns estão apertados e atrasam pagamentos. Alguns estão perdendo clientes, sobretudo os mais caros”, afirmou o empresário.

Para 2016, a previsão é mais otimista: o faturamento deve chegar a R$ 150 milhões. Rocha aposta numa reorganização do mercado das operadoras de saúde no próximo ano. “Alguns planos não terão como operar e vão ter que ceder para outros que são mais robustos, e aí não haverá mais tantos atrasos”, disse.

O investimento previsto para a unidade de São Gonçalo é de quase U$ 4 milhões. A desvalorização cambial pesou nas contas do grupo, mas não inviabilizou a aquisição de quatro aparelhos para diagnóstico de imagem que, juntos, também somam cerca de U$ 4 milhões. Os equipamentos chegaram em junho deste ano. Apenas 5% dos gastos do centro são baseados em dólar, incluindo a compra de insumos e manutenção dos aparelhos importados. Desde 2014, o CMNG vem investindo R$ 20 milhões na ampliação das unidades e compra de equipamentos.

No ano passado, o número de atendimentos cresceu 33%, segundo a empresa, o que exigiu a contração de mais 80 funcionários para a equipe de call center. Mesmo com a retração econômica, o empresário afirma que os clientes não deixam de fazer exames. Ele pondera, ainda, que nas áreas onde instala os pontos da rede, de menor poder aquisitivo, a concorrência com outras companhias do setor é menor.

Fonte: Valor Econômico

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