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Envelhecimento elevará internações em mais de 30% até 2030

Publicado em 28/06/2016 • Notícias

São Paulo – As internações de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares devem saltar de 8,2 milhões, em 2014, para 10,7 milhões em 2030, segundo projeção do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)- ou um crescimento de 30,5% no período analisado.

O desafio ao qual o setor de saúde suplementar estará submetido será ainda maior no caso da faixa etária de 59 anos ou mais – nesse caso, nível de internações vai crescer 105% até 2030.

“O rol de cobertura e procedimentos exigido das operadoras pela ANS é bastante rigoroso. O mesmo vale para a exigência de dimensionamento da rede de cobertura. Será preciso um esforço grande de investimentos para manter esse equilíbrio assistencial”, analisa o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro. “Esses investimentos podem e devem ser induzidos pelas operadoras, governo e, principalmente, pelos prestadores de serviços de saúde no Brasil. Mas, também, desponta como um enorme polo de atratividade para novos interessados em investir nesse setor”, adiciona.

Segundo os números do estudo, os beneficiários com idade entre 19 anos a 58 anos responderam por 60,9% das 8,2 milhões de internações registradas em 2014, ou 5 milhões de internações. No mesmo ano, os beneficiários com 59 anos ou mais responderam por 24,4% – 2 milhões – das internações. Até 2030, a frequência de utilização desse serviço pela faixa etária mais velha deve chegar a um total de 4,1 milhões de internações – o que representaria 38,3% do total de internações previstas para aquele ano.

Já o total de internações de beneficiários de 19 a 58 anos avançaria 14%, chegando a 5,7 milhões e representando 53,3% das 10,7 milhões de internações previstas para 2030. Os beneficiários com até 18 anos responderam por 14,6% das internações em 2014, o que equivale a 1,2 milhões de procedimentos. Em 2030, esse grupo etário deverá responder por 8,4% do total de internações, com 0,9 milhão de beneficiários internados. O que representa uma retração de 25%, em linha com a mudança demográfica esperada para o País no período.

Apesar de a alteração do perfil da população e dos beneficiários ser mais sentida na quantidade de internações, as mudanças também serão nítidas nos demais serviços de saúde. O total de consultas deve saltar de 296,3 milhões, em 2014, para 349,1 milhões em 2030, crescimento de 17,8%. No mesmo período, para o mesmo grupo, o total de exames deve subir 101,9%.

Fonte: DCI – Diário do Comércio e da Indústria

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